Medo de coronavírus nos EUA faz Bolsa ter a pior semana desde maio

26 de junho de 2020 - Por

Medo de coronavírus faz Bolsa ter a pior semana desde maio

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -2,24% (93.834 pontos)

Dólar: +2,34% (R$ 5,46)

Casos de coronavírus: 1.244.419 confirmados e 55.304 mortes*

Resumo:

  • Medo de novo lockdown nos Estados Unidos derruba índices do mundo inteiro, incluindo o Ibovespa;
  • Bolsa fecha com pior semana desde maio; dólar dispara e chega a R$ 5,46;
  • Brasil é líder em novos casos de coronavírus no mundo;
  • cidade de São Paulo reabrirá bares e restaurantes a partir de segunda-feira (6);
  • falhas no combate à COVID-19 devem afetar economia da América Latina no terceiro trimestre, diz FMI
  • 1,4 milhão de pessoas perderam o emprego entre maio e junho, diz IBGE;
  • um terço das famílias brasileiras tem alguém com dívidas em atraso, aponta Ibre/FGV;
  • 3 em cada 4 fundos de renda fixa perdem para CDI, aponta levantamento

Tudo indica que a curva de infecções por coronavírus no mundo chegou em seu platô – e isso preocupa profundamente o mercado financeiro. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda nesta sexta-feira (26), acompanhando o medo das bolsas globais.

Depois de relaxar as medidas de isolamento, os Estados Unidos registraram novo recorde de casos nas últimas 24 horas, batendo até mesmo os números de abril – até então, o auge da pandemia no país. O medo de um novo lockdown nos EUA causou grande aversão ao risco, puxando as bolsas nova-iorquinas para baixo. O Ibovespa acompanhou o movimento.

Com isso, a Bolsa fechou a semana com queda de 3,02% – a pior semana desde meados de maio, quando houve perda de 3,37%. Os mesmos fatores fizeram o dólar explodir, o que levou a moeda a fechar a semana com alta de 2,70%.

Por aqui, os números do coronavírus também acendem incertezas nos investidores: foram registradas 1.180 mortes nas últimas 24 horas*. Na segunda-feira (22), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o Brasil é o país que mais contribuiu com o novo recorde de casos de COVID-19 em apenas um dia (183.020).
Ainda assim, a cidade de São Paulo – capital do epicentro do Brasil – autorizou a reabertura de bares e restaurantes a partir de 6 de julho.

Falhas no combate à COVID-19 devem afetar economia da América Latina no terceiro trimestre, diz FMI

Apesar da ânsia de frear os efeitos econômicos causados pela pandemia do coronavírus, as falhas no combate da doença em si custará caro para os indicadores econômicos dos países da América Latina também no terceiro trimestre de 2020.

Medo de coronavírus nos EUA faz Bolsa ter a pior semana desde maio

O prognóstico foi divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), no relatório “Previsões para América Latina e Caribe: Uma pandemia que se intensifica”, divulgado nesta sexta-feira.

Para chegar a esta conclusão, o FMI tomou como base o fato de que a região ainda não apresenta o achatamento das curvas de contágio e, de quebra, concentra, aproximadamente 25% dos novos casos de coronavírus no globo.

O Fundo, ainda, diagnostica que os países da América Latina terão que prolongar as medidas de distanciamento social para conter a COVID-19, o que aprofundará a depressão econômica e dificuldades de recuperação.

1,4 milhão de pessoas perderam o emprego entre maio e junho, diz IBGE

Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, na primeira semana de junho, o Brasil tinha 1,4 milhão mais cidadãos desempregados do que apresentava na primeira semana de maio. Agora, o País soma 11,2 milhões de desempregados.

O levantamento, feito entre os dias 31 de maio e 6 de junho, mostrou que o desemprego no Brasil aumentou em cerca de 300 mil pessoas em apenas uma semana. Uma semana antes da pesquisa, o número de pessoas sem emprego se aproximava de 10,9 milhões.

As informações fazem parte da Pnad COVID19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua feita com apoio do Ministério da Saúde. O objetivo é identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho, assim como quantificar pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

Um terço das famílias brasileiras tem alguém com dívidas em atraso, aponta Ibre/FGV

Um dos principais legados da crise provocada pela pandemia do coronavírus é o rastro de endividamento e inadimplência. Um quesito especial da Sondagem do Consumidor de junho do Ibre/FGV mostrou que um terço (33,3%) das famílias brasileiras têm algum membro com dívidas em atraso. Quando analisamos a parcela mais pobre da população, o percentual é ainda maior – chega a 44,5% nos lares com renda de até R$ 2,1 mil.

Entre todas as faixas de renda, 72,1% dos 1.810 entrevistados que estão ou têm algum parente inadimplente afirmaram que passaram a adiar os pagamentos ou que a situação ficou pior durante a pandemia. 49,7% das famílias inadimplentes atrasaram de um a três meses o pagamento de parcelas ou empréstimos.

“Vai haver um aumento de inadimplência no curto prazo, o que dificulta o retorno das famílias ao consumo. Essa recuperação vai ser muito mais lenta”, disse Viviane Seda, coordenadora das sondagens de confiança do Ibre/FGV, ao Valor Econômico.

3 em cada 4 fundos de renda fixa perdem para CDI, aponta levantamento

Quem investe em fundos de renda fixa deve estar olhando seu extrato sem entender nada: por que raios eles estão rendendo tão pouco ou, pior, perdendo? Um levantamento da Luz Soluções Financeiras divulgado com exclusividade pelo Valor Investe mostrou que 74,5% dos fundos de renda fixa – quase 3 em cada 4 – tiveram retorno negativo ou menor que o CDI (1,57%) entre 1º de janeiro e 31 de maio.

Isso aconteceu porque a renda fixa também tem seus próprios riscos, mesmo que sejam diferentes da renda variável. Eles são atrelados a certos índices e referências (como IPCA, Selic ou CDI) que, diante de uma grande catástrofe real (como o coronavírus), podem variar.

Os números do levantamento podem ser vistos aqui.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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