Mercado financeiro brasileiro reage e tem alta nesta terça-feira (24)

24 de março de 2020 - Por

Coronavírus: mercado financeiro tem alta nessa terça-feira

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Esse texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +9,69% (69.729 pts)

Dólar: -1,12% (R$ 5,08)

Casos de coronavírus: 2201 confirmados e 46 óbitos (fonte: Ministério da Saúde)*

Veio dos Estados Unidos o ânimo que a Bolsa de Valores brasileira precisava para a alta registrada nesta terça-feira (24) – no fim desta manhã, o Ibovespa acumulava +11%. Já no fechamento, a Bolsa quase alcançou a casa dos 70 mil pontos. Teve até queda no dólar.

Parte disso vem da expectativa para que o Congresso americano aprove um pacote de aproximadamente US$ 2 trilhões (mais de R$ 10 trilhões) para enfrentar os efeitos econômicos do coronavírus.

Este é o maior pacote de estímulos econômicos da história e vai desde cheques para os cidadãos – chegando a até US$ 3 mil (aproximadamente R$ 15.200) para famílias de 4 pessoas – até US$ 500 bilhões (aproximadamente R$ 2,5 trilhões) para indústrias.

As medidas anunciadas nesta segunda-feira (23) pelo Fed, o Banco Central americano também têm seu papel no ânimo do mercado internacional. Falamos mais sobre elas no resumo de ontem.

Diante deste cenário, não é surpresa que as bolsas dos EUA tenham disparado. O índice Dow Jones teve alta de 11,4% – a maior alta percentual desde 1933 e o maior ganho em pontos da história. Já S&P500 saltou 9,38%, enquanto a Nasdaq mostrou alta de 8,12%.

Por que você tem que saber? Governos que atuam para socorrer população e empresas dão um bom sinal para o mercado. É como se os agentes econômicos conseguissem enxergar uma luz no fim do túnel em meio à crise provocada pelo coronavírus. Tratando-se de um mercado globalizado, o Ibovespa sente o impacto daqui.

A MP 297 vai impactar sua vida, veja como

Apesar de ter causado polêmica pelo artigo 18, a MP 927/2020 – publicada no último domingo (22) – tem outros pontos que fragilizam as garantias trabalhistas. Outros podem pegar a trabalhadora desprevenida. Entenda alguns:

  • “Casos de contaminação pelo coronavírus (covid-19) não serão considerados ocupacionais”. Na prática, ele abre brecha para que funcionário contaminado no trabalho seja demitido assim que voltar da licença médica por ter contraído o vírus;
  • o empregador poderá antecipar as férias individuais, desde que informe com antecedência de, no mínimo, 48 horas (por escrito ou meio eletrônico). O pagamento da remuneração das férias poderá ser feito até o quinto dia útil do mês seguinte ao início do período;
  • o empregador poderá conceder férias coletivas, desde que notifique com o mínimo de 48 horas;
  • a mesma prerrogativa vale para feriados não religiosos: pode-se antecipar, desde que haja a notificação, no mínimo, 48 horas antes;
  • os trabalhadores podem ter que usar seu banco de horas para compensar o tempo em casa. Nas empresas nas quais ele não existe, a MP libera sua criação mediante acordo coletivo ou individual formal. O funcionário precisa compensar as horas devidas em até 18 meses, contando da data que o estado de calamidade pública for encerrado;
  • fica suspensa a obrigatoriedade de fazer exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares, com exceção dos demissionais;
  • as empresas poderão recolher o FGTS de março, abril e maio de 2020 em até seis parcelas a partir de julho de 2020. Caso algum funcionário seja demitido neste período, deverá pagar o que deve, mas sem multa por atraso no recolhimento.

Lembrando que a medida provisória tem força de lei e começou a valer desde sua publicação. Você pode ler a MP na íntegra aqui.

Por que você tem que saber? Essa medida provisória impactará a vida de todos os que trabalham em regime CLT, uma vez que mexe em garantias já conhecidas. É fundamental se informar para que, mesmo em um período de incertezas, você faça seus direitos valerem.

Coronavírus: mercado financeiro tem alta nessa terça-feira

Governo promete pacote de R$ 88 bilhões a estados e municípios para conter efeitos do covid-19

O embate entre o presidente Jair Bolsonaro com governadores foi acirrado, mas rendeu frutos: foi anunciado, na noite da última terça-feira (23), um plano de R$ 88,2 bilhões para que estados e municípios arquem com o impacto causado pelo coronavírus, principalmente na saúde e economia.

Do valor total, foram destinados R$ 8 bilhões para a saúde e R$ 2 bilhões para assistência social.

Por que você tem que saber? O dinheiro deste apoio chegará em você direta ou indiretamente, seja você usuária do SUS ou de hospitais privados. O alívio a estados e municípios ajudará governadores e prefeitos a atuarem dentro de suas searas para conter o caos provocado pelo coronavírus

Renda cai para 7 em cada 10 famílias nas favelas com o coronavírus

Que o impacto do coronavírus seria maior nas populações mais vulneráveis já era sabido. No entanto, a pesquisa feita pelo Data Favela dá maior dimensão do problema. De acordo com o levantamento, 70% das famílias que moram em favelas tiveram a renda diminuída. 84% destes moradores projetam uma redução na renda e, por conta da crise eminente, 80% já estão cortando gastos.

E se forem demitidos? 2 em cada 3 moradores de favelas não conseguiriam pagar as contas caso percam a principal fonte de renda. 86% alegam que teriam dificuldade para comprar comida no período de um mês, enquanto 72% não conseguiriam manter o padrão de vida por nenhum período.

Por que você tem que saber? É gritante o impacto da crise econômica causada pelo coronavírus nas pessoas que moram em favelas ou têm renda baixa. Muitas são autônomas ou temem perder seus empregos. Às leitoras que não conhecem essa realidade de perto, cabe o exercício de empatia e sororidade.

*Até o fechamento do texto

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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