Mulher brasileira encontra possível cura para tumor cerebral com zika vírus

27 de fevereiro de 2019 - Por

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Já imaginou ser possível curar alguns tipos de tumores cerebrais com ajuda do Zika Vírus? A possibilidade foi levantada por Mayana Zatz, professora titular de Genética do Instituto de Biociências da USP e coordenadora do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e células-tronco (CEGH-CEL).

Em meio ao surto de Zika Vírus no Nordeste em 2015, Mayana entrevistou mais de 100 mulheres infectadas pelo vírus durante a gravidez e que tiveram filhos com microcefalia – doença em que o cérebro e a cabeça da criança são menores do que deveriam ser.

Por outro lado, observou-se que mais de 90% das mulheres que foram infectadas durante a gestação nas regiões onde houve a epidemia tinham tido filhos sem este mal. Essa descoberta intrigou Mayana e sua equipe.

“Ao aprofundar a pesquisa, ficou claro que o vírus apenas causava microcefalia nos bebês que tinham uma predisposição genética. As mães dos bebês afetados relataram apenas sintomas leves e passageiros ou às vezes nenhum sintoma”, conta.

Ou seja, o vírus afetava apenas os cérebros dos fetos com essa predisposição, sendo pouco prejudicial para as mães. Aqui veio o estalo.

Como o Zika Vírus pode tratar um tumor cerebral?

A hipótese da pesquisadora e de sua equipe é de o que processo de multiplicação celular dos fetos nas barrigas de suas mães é semelhante ao do crescimento de tumores.

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Com isso em mente, fizeram muitos experimentos. Em 2017, finalmente injetaram o vírus da zika em camundongos com tumores cerebrais. O resultado? “Em um terço dos animais testados, a doença desapareceu completamente, inclusive as metástases. Nos outros dois terços, foi verificada uma redução significativa do tumor”, relata.

Os resultados promissores, no entanto, não são suficientes para que esse experimento seja aplicado em humanos. A pesquisa precisa continuar para que a grande esperança de Mayana se concretize: desenvolver um medicamento ou tratamento para tumores cerebrais em dois anos.

O que impede que a pesquisa para curar tumores no cérebro seja levada adiante?

Recursos. Mayana tem acesso a recursos substanciais da FAPESP. Porém, ela não pode contratar equipe com este dinheiro – incluindo médicos, enfermeiros, veterinários e pessoal administrativo, fundamentais para o processo.

Além disso, será necessário cultivar o vírus em condições que permitam seu uso clínico, ou seja, livre de outros patógenos – como bactérias, fungos, outros vírus e outros organismos do tipo.

E agora?

Para resolver este impasse, Mayana criou uma campanha de financiamento coletivo, na qual qualquer pessoa pode contribuir para que a pesquisa seja levada adiante – inclusive você.

O Finanças Femininas tem muito orgulho de ser apoiador dessa campanha de financiamento coletivo. Por isso, temos um convite especial: vamos salvar vidas juntas? Para ajudar, basta clicar aqui e contribuir. Qualquer ajuda será fundamental para salvar muitas vidas – especialmente de crianças, as principais afetadas pelos tipos de tumores cerebrais mirados pela pesquisa.

Clique aqui e contribua!

Fotos: Cecília Bastos/USP Imagens e Reprodução/Kickante

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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