Mulheres ainda têm pouca representatividade entre os mais ricos do mundo

5 de outubro de 2016 - Por

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As mulheres compõem uma fração decrescente da população conforme caminhamos rumo ao topo da escala de renda. Isso foi o que mostrou uma pesquisa da London School of Economics (LSE) que observou alguns dos países mais desenvolvidos do mundo.

O estudo analisou décadas de dados de Imposto de Renda do Reino Unido, Espanha, Dinamarca, Canadá, Nova Zelândia, Itália, Austrália e Noruega e proporcionou novas evidências para aprofundar a análise da desigualdade de gêneros: a subrepresentação das mulheres entre as pessoas mais ricas do mundo. Os intervalos analisados em cada país variaram de acordo com a base de dados fornecida por cada um deles.

O estudo descobriu que, ao longo do tempo, as mulheres têm aumentado sua representação entre os 10% mais ricos, mas que houve pouco avanço se considerado o 0,1% que representa a camada mais rica dos países pesquisados.

Em relação aos 10% mais ricos, as mulheres não representam mais de 30% nos países observados – com máxima de 32,6% na Espanha e mínima de 21,5% na Noruega. Se observada a linha histórica do Reino Unido, a proporção de mulheres entre os 10% mais ricos aumentou. Em 1995, apenas 20% das mulheres se encontravam nessa categoria, contra 28,2% em 2013.

Em contrapartida, quando avaliamos o 0,1% que compõe a camada mais rica da população no Reino Unido, as mulheres compunham 9,6% dessa fatia em 1995 e o percentual caiu para 9,2% em 2013.

Ainda em relação ao 0,1% mais abastado, em 2013, as mulheres respondiam por apenas 10,8% dessa fatia na Dinamarca, 15,8% no Canadá e 13,6% na Noruega.

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Para a coautora do estudo, Alessandra Casarico, as mulheres gradativamente têm aumentado sua representatividade entre os grupos mais ricos de seus países, mas ainda são uma minoria social e sua presença diminui acentuadamente conforme a análise acompanha a escalada de renda.

A descoberta fornece dados importantes para analisar como a disparidade de gêneros ainda se manifesta no mercado de trabalho e afeta a escala social. “Antigamente, os ricos eram aqueles com propriedade. Hoje, eles foram substituídos por CEOs e empresários, entre os quais as mulheres ainda não são bem representadas”, coloca Alessandra.

 

* Com informações do texto “Here’s proof that women struggle to be as rich as men”, de Thomas Colson.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro
Mariana Ribeiro
Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
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