Nova onda de COVID-19 e escândalo de bancos derrubam Bolsa nesta segunda (21)

21 de setembro de 2020 - Por

Nova onda de COVID-19 e escândalo de bancos derrubam Bolsa nesta segunda (21)

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,32% (96.990 pontos)

Dólar: +0,43% (R$ 5,39)

Casos de coronavírus: 4.547.150 confirmados e 136.997 mortes*

Resumo:

  • Nova onda de coronavírus nos EUA e Europa assustam e impactam bolsas globais;
  • investigação aponta esquema de lavagem de dinheiro trilionário de bancos globais, derrubando ações no mundo inteiro;
  • João Doria, governador de SP, promete imunização contra COVID-19 para toda população do estado até fevereiro de 2021, mas vacinas seguem sem novidades;
  • Brasil registra quase 137 mil mortes por coronavírus; casos ultrapassam 4,5 milhões;
  • Relatório Focus: economistas melhoram estimativa e passam a ver queda de 5,05% no PIB em 2020
  • Auxílio Emergencial: aprovados fora do Bolsa Família seguem sem data para receber parcelas de R$ 300

Continuando a sequência de quedas da semana passada, a Bolsa fechou esta segunda-feira (21) em queda. Este é o menor patamar de fechamento em quase três meses. Entre as 77 ações listadas na carteira teórica do Ibovespa, 59 encerraram o pregão no vermelho.

Um dos motivos foi a nova onda de contágio de coronavírus na Europa. Espanha, França e Reino Unido voltaram a níveis de infecção que eram vistos na primeira onda, lembrando que a principal razão da crise mundial que estamos vivendo ainda está à solta.

Algo semelhante está acontecendo nos Estados Unidos, onde foi registrado o maior aumento de registros de novos casos em duas semanas. A COVID-19 dando as caras pode significar que as medidas de restrição para conter a disseminação do vírus voltarão em breve, causando o receio já conhecido no mercado financeiro.

A tensão de que os números cheguem aos mesmos patamares do início da pandemia fez com que o preço do petróleo caísse, principalmente pelo medo de que falte demanda para o combustível. Nem precisamos dizer como isso impacta a nossa Petrobras, certo? A empresa, que tem uma grande participação no Ibovespa, sofreu quedas que fizeram diferença no fechamento negativo do índice.

Por ora, ainda não existem novidades sobre as vacinas. Por aqui, o governador de São Paulo, João Doria, prometeu imunizar toda a população do estado até fevereiro de 2021. Porém, uma das vacinas consideradas mais promissoras até agora – desenvolvida pela Astrazeneca e pela Universidade de Oxford – poderá ter apenas 50% de eficácia, conforme divulgado hoje pelo laboratório.

Nova onda de COVID-19 e escândalo de bancos derrubam Bolsa nesta segunda (21)

Como se não bastasse o coronavírus mostrando que segue impactando, e muito, a economia global, as bolsas do mundo inteiro – especialmente as europeias – tiveram que segurar outra bomba trilionária. Apuração do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ na sigla em inglês) mostraram movimentações suspeitas de US$ 2 trilhões envolvendo instituições financeiras globais, como Deutsche Bank, HSBC, Standard Chartered Bank, Bank of New York Mellon e JPMorgan.

A investigação, que envolveu 400 jornalistas e 110 veículos de notícia do mundo, aponta que essas instituições podem formar uma rede global de lavagem de dinheiro.

Não teve outra: as ações desses bancos derreteram. Para que se tenha noção, os papéis do HSBC na bolsa de Londres (Reino Unido) caíram para o menor nível em mais de 25 anos, segundo a empresa FactSet. O pessimismo com o setor bancário impactou as ações de instituições bancárias por aqui, que fecharam em sua maior parte em queda.

Economistas melhoram estimativa e passam a ver queda de 5,05% no PIB em 2020

A estimativa de economistas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 voltou a melhorar – a projeção passou de um recuo de 5,11% para queda de 5,05% da atividade econômica brasileira.

Este dado faz parte do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC) a partir da opinião de profissionais de mais de 100 instituições financeiras. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para 2021, a expectativa dos profissionais para o crescimento da atividade econômica continua sendo de 3,50%.

Já expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, passou de uma alta de 1,94% para 1,99%. Esta foi a sexta alta consecutiva. Porém, o número segue abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4%, assim como do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, a inflação oficial pode variar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando isso não acontece, o Banco Central deve escrever uma carta pública explicando as razões.

O mercado prevê, ainda, que a taxa Selic seguirá no patamar de 2% a.a. até o final do ano. A expectativa para 2021 ficou em 2,50% a.a. – ou seja, os profissionais acreditam na alta de 0,5 ponto percentual.

Auxílio Emergencial: aprovados fora do Bolsa Família seguem sem data para receber parcelas de R$ 300

Esta segunda-feira foi dia de depósito da 1ª parcela de R$ 300 do Auxílio Emergencial para 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família. No entanto, uma outra parcela está há quase 20 dias sem saber quando começará a receber sua parte: os aprovados que não fazem parte do Bolsa Família.

São trabalhadores que se inscreveram para receber o benefício por meio do site ou aplicativo ou, ainda, fazem parte do Cadastro Único.

A Medida Provisória que prorrogou o pagamento do Auxílio Emergencial por mais quatro meses foi publicada no dia 3 de setembro.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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