Novas regras do FGC: os seus investimentos continuam seguros?

8 de janeiro de 2018 - Por

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Se você investe em renda fixa, fique atenta: o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou alterações no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que passará a ter alguns limites que não existiam.

Antes, caso uma instituição financeira quebrasse, a investidora tinha a garantia de R$ 250 mil por instituição e por CPF, independentemente do volume total de dinheiro aplicado. Essa garantia continua, porém, a partir de agora, haverá um teto de cobertura de R$ 1 milhão.

O que muda no FGC?

Para entender melhor, suponhamos que uma pessoa tenha R$ 1,5 milhão investido, distribuído em diversas instituições financeiras justamente para ter uma garantia sobre todo seu patrimônio.

Antes, caso ela tivesse o azar de perder dinheiro em todos os lugares que aplicou, teria garantia total de cobertura, desde que tivesse investido apenas R$ 250 mil por instituição. A partir de agora, porém, ela só teria a cobertura de R$ 1 milhão, correndo o risco de perder os R$ 500 mil que não se encaixam no limite.

Também haverá um limite de tempo: a investidora terá a cobertura de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Por exemplo, se ela tem R$ 200 mil aplicados em uma instituição que quebra, poderá resgatar esse valor. No entanto, nos próximos quatro anos, terá apenas R$ 800 mil de garantia. “Após quatro anos de um último resgate promovido pelo FGC em favor do investidor, a proteção volta para R$ 1 milhão”, explica o educador financeiro André Bona.

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Quem será impactado por essa mudança no FGC?

Para o economista Pedro Coelho Afonso, a mudança gera mais insegurança na hora de diversificar os investimentos ao aplicar o dinheiro em bancos de pequeno e médio porte. “Até então, o FGC dava a segurança de investir de olhos fechados. A partir de agora, embora seja muito azar quebrar quatro bancos em quatro anos que o investidor possua dinheiro, é mais um fator de risco a ser analisado”, comenta.

Já Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos, não vê muito impacto sobre o investidor médio porque, no geral, é difícil encontrar pessoas com mais de R$ 1 milhão investidos.

Além disso, ele ressalta a baixa probabilidade da quebra de um banco: “não tivemos quebra geral de instituições financeiras nem no auge da crise, em 2015 e 2016. Isso seria ainda mais difícil no cenário atual. Não vejo um grande motivo para se preocupar”, analisa.

Por isso, nada muda para quem possui menos de R$ 1 milhão investido em ativos de renda fixa, como CDBs, LCIs e LCAs. A preocupação fica para os chamados investidores qualificados, que possuem mais de R$ 1 milhão aplicados em instituições de médio porte.

Para todas as investidoras, fica o cuidado na hora de escolher o banco ou financeira que receberá seu dinheiro. “É preciso ter mais atenção ao risco de cada instituição onde investe, levando em consideração também a saúde financeira desse emissor do título, e não apenas a taxa”, finaliza Bona.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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