O fim da desigualdade de gêneros daria força à economia mundial, aponta estudo

15 de outubro de 2015 - Por

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Imaginar um mundo sem machismo não é utopia para a Consultoria McKinsey, que, como parte da ação Women Matter (ou as mulheres importam), mostrou por meio de pesquisa, como a igualdade de gênero seria benéfica para a economia como um todo. Usando como base a vida em sociedade de 95 países que contribuem com 93% da população feminina mundial, a consultoria McKinsey contou com a parceria de ONGs, empresas, pesquisadores acadêmicos e representantes de organizações como a ONU, para realizar a pesquisa.

Foi possível identificar ainda que aspectos sociais, culturais e legais também impedem o avanço na luta por direitos iguais para todos os cidadãos. Num cenário ideal para os pesquisadores, as mulheres passariam a participar da economia da mesma forma que os homens até 2025, e o aumento poderia alcançar US$ 28 trilhões, valor equivalente as economias dos Estados Unidos e da China somadas.

Na América Latina, a participação da mulher no mercado de trabalho está diretamente ligada desigualdade de gênero na sociedade. Os pesquisadores consideraram o desempenho mediano na região, concluindo que somente um terço dos indicadores se refere à participação da mulher no mercado de trabalho.

No Brasil

Por aqui, as mulheres somam 44% da força de trabalho, porém contribuem com apenas 35% do PIB do país. Isso acontece porque a carga horária das mulheres é menor do que a dos homens e por ainda estarem em setores e segmentos menos produtivos, ocupando cargos inferiores. A pesquisa também simulou o cenário do país estipulando que o Brasil deveria atingir seu potencial completo de inclusão até 2025.

Se até lá a presença de brasileiras em cargos relevantes fosse de 51%, porcentagem que representa a população feminina no país, o PIB teria um incremento de 30%. O maior obstáculo para esta meta no Brasil é o trabalho não remunerado. Segundo o estudo, grandes responsabilidades como cuidar da casa, dos filhos e dos membros da família ainda são atribuídas diretamente para as mulheres por causa do contexto machista em que a sociedade vive.

Foto: Shutterstock

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Karoline Gomes

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