O mercado não mudou para as mulheres em 13 anos

3 de fevereiro de 2016 - Por

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The Little Data Book on Gender 2016 (ou o pequeno livro de dados sobre gêneros de 2016) é a pesquisa mais recente do Banco Mundial, que compara resultados do sexo feminino com os do sexo masculino nos quesitos educação, saúde, acesso a oportunidades econômicas e poder de tomar decisões sobre a própria vida, a fim de tornar evidente a desigualdade de gêneros que afeta todo o mundo.

Para isso, os pesquisadores compararam resultados de 200 países – o Brasil entre eles – entre os anos 2000 e 2013. Mostrando não só a desvantagem feminina na economia e política mundial, como também o pouco progresso entre os anos.

Nos dois anos analisados na pesquisa, as mulheres tiveram menor participação no mercado de trabalho. No ano 2000, as mulheres representavam 52% da força de trabalho mundial enquanto os homens, 79%. E mesmo com a diferença de treze anos, o cenário não mostrou grandes mudanças, pois em 2013 as mulheres passaram a ter 50% de participação e os homens 77%.

Quando se calcula a população empregada nestes dois períodos, as mulheres também ficam para trás com 49%, enquanto 74% dos homens estavam empregados em 2000. Em 2013, o percentual feminino caiu para 47% e o masculino 72%.

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O Banco Mundial considera a presença das mulheres na política um fator influenciador no poder de escolha para o gênero, por isso estimou no ano de 2013, o número de assentos ocupados por parlamentares do sexo feminino ao redor do mundo, encontrando o total de 23%. A proporção de mulheres em nível ministerial naquele ano também é baixa: 18%.

 

No Brasil:

Da população a partir de 15 anos no país, 56% das mulheres tinham participação na força de trabalho do país em 2000, enquanto 80% era composta por homens. O dado mais recente, de 2013, ficou em 53% de relevância feminina e 75% masculina.

Os homens também tiveram mais vantagem para conseguir um emprego fixo em ambos os anos. Da população empregada com mais de 15 anos, 53% eram mulheres e 77%, homens. Em 2013, a diferença era quase a mesma: 50% e 73%, respectivamente.

Na área da educação, os pesquisadores escolheram os cursos das faculdades de Engenharia e Construção Civil, normalmente com maioria de homens ocupando as salas de aula, para realizar a estimativa. De 2000 para 2013, não houve aumento da participação feminina. A comparação na verdade é muito similar: de 31% para 30%, respectivamente.

Fotos: Shutterstock

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Karoline Gomes

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