O que é fundo multimercado e como investir?

14 de agosto de 2018 - Por

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Se você quer construir um patrimônio sólido e crescente, já deve ter ouvido que precisa diversificar seus investimentos. Aqui entra o fundo multimercado – aplicação que costuma ser indicada quando o objetivo é distribuir seus ovos em diferentes cestas. Mas o que são fundos multimercado?

Ao longo deste guia, responderemos as seguintes perguntas:

  • O que é um fundo multimercado?
  • Para quem os fundos multimercados são indicados?
  • Vantagens e desvantagens
  • É seguro investir em fundos multimercados?
  • Como escolher um fundo multimercado?
  • Como investir em fundos multimercados
  • Pronta para ficar craque em fundos multimercados?

O que é um fundo multimercado?

Como o nome indica, trata-se de um fundo com investimentos em diversos mercados, como renda fixa, ações e câmbio. Por isso, estamos falando de uma aplicação diversificada – diferentemente de um fundo de ações, por exemplo.

“Os fundos multimercados possuem em suas carteiras diversos ativos, inclusive ações, com a estratégia de diversificação. Já os fundos de ações são fundos de investimentos cujo principal fator de risco é a variação das ações”, diz Victor Barboza, master coach financeiro.

Existem fundos com diversas composições, o que também diversifica o comportamento de alguns fatores. O risco e a liquidez, por exemplo, dependem dos investimentos que compõem a carteira. “Existem fundos que liberam os recursos no dia seguinte à aplicação e aqueles que liberam em mais de 30 dias. Vários dos fundos também permitem resgate tanto total quanto parcial”, ilustra.

Para quem os fundos multimercados são indicados?

De acordo com Barboza, assim como outras categorias de fundos de investimentos, existem fundos multimercados mais conservadores e mais arrojados. “Porém, por possuir certa composição em ativos de renda variável, como ações e câmbio, esses fundos possuem variações mais acentuadas do que os ativos mais conservadores, como poupança, tesouro direto e produtos bancários”, comenta Barboza.

Desta forma, é preciso ter em mente que este não é um investimento tão seguro quanto a renda fixa. Apesar disso, pode-se dizer que esses fundos são uma boa maneira de diversificar os investimentos correndo riscos moderados e com melhor rentabilidade do que se obtêm em aplicações mais conservadoras.

Eles também são indicados para quem deseja aumentar os rendimentos, mas não quer ir diretamente para a renda variável – algo arriscado, que exige maior conhecimento, experiência e investimento inicial, além de ter diversificação complicada. “Os fundos multimercado acabam sendo uma excelente alternativa que possibilita essa diversificação.”

Vantagens e desvantagens

A rentabilidade destes fundos se dá em função da valorização ou desvalorização dos ativos que compõem a carteira do fundo escolhido. Como eles são bem diversificados, a parte boa é que mesmo que alguns ativos estejam em queda, outros podem estar em alta, equilibrando o jogo.

Outra vantagem é que você poderá contar com profissionais cuidando da gestão do seu patrimônio. Este fator, porém, faz com que esse investimento envolva taxas de administração e, em alguns casos, performance. Quando a investidora decide diversificar sua carteira por conta própria – ou seja, compra ações e faz outras aplicações sozinha –, ela não pagará a taxa de performance. Porém, isso não será apenas mais arriscado como exigirá mais conhecimento e maior investimento inicial.

Você também deverá considerar outros custos, como incidência de Imposto de Renda no momento do resgate. “Além dessa retenção na fonte, há a incidência do come-cotas, que é o recolhimento antecipado de parte do Imposto de Renda, sempre no último dia útil dos meses de maio e novembro”, lembra Barboza.

Além disso, há cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), caso a investidora resgate o fundo em até 30 dias após o aporte.

Fundo multimercado é seguro?

Cada fundo tem uma constituição diferente – e o risco está atrelado aos ativos que o compõe. Se eles forem, em maior parte, de renda fixa, os riscos são menores.

“Ele se torna mais arriscado por conta dos investimentos de renda variável, como as ações e o câmbio, que acabam tendo oscilações nos seus preços todos os dias. No curto prazo, os ganhos podem não ser tão expressivos, porém, no médio e longo prazo os ganhos podem ser mais acentuados e o risco reduzido”, orienta.

Porém, antes de se jogar nessa aplicação, saiba que ela não conta com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Como investir em fundos multimercados

O valor mínimo para aplicação também varia bastante – é possível comprar uma cota a partir de R$ 100, enquanto alguns fundos pedem aporte inicial de R$ 50 mil. Neste investimento, quanto mais tempo o dinheiro permanecer investido, melhores poderão ser os rendimentos.

Em relação à estratégia de investimento, apesar dos fundos multimercados já apresentarem uma diversificação nos ativos de sua carteira, você também deverá tomar cuidado para diversificar seus investimentos por fora – ou seja, ter outras aplicações além dessa.

Como escolher um fundo multimercado?

“É importante consultar a lâmina do fundo, ver quais são as estratégias, quais são as rentabilidades, se o fundo está regulamentado, quais são as regras em relação às taxas e resgate. Compare mais de um fundo e busque comprá-los em boas corretoras, que ajudem a investidora a fazer a melhor escolha”, finaliza.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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