Ocupação popular reforça independência financeira das mulheres

6 de novembro de 2013 - Por

ocupação Eliana Silva

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Lembra-se de quando falamos aqui sobre as diferenças no mercado de trabalho e das dificuldades impostas por questões culturais? Pois é, hoje vamos falar sobre uma iniciativa que tem buscado diminuir essa distância entre homens e mulheres, mas sobre um outro ponto de vista e através de um belo exemplo.

Em Belo Horizonte, uma ocupação popular chamada Eliana Silva, organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, tem se mobilizado para fortalecer a independência financeira das mulheres. Através de um projeto incluído no catarse – plataforma que reúne projetos para financiamento coletivo – o movimento batalha pela expansão da creche, para garantir que as mulheres da comunidade tenham independência para trabalhar.

Ao todo, a comunidade conta com cerca de 300 famílias, com um total de aproximadamente 200 crianças com idade de creche. No começo da ocupação uma creche foi criada para que os pais pudessem trabalhar e batalhar por melhorias de infraestrutura no local.

Agora o objetivo é expandir a creche para que ela abrigue um número maior de crianças, tendo em vista a dificuldade de muitas famílias em encontrar vagas em escolas públicas.

O que chama atenção no vídeo acima é justamente o depoimento de um dos moradores da comunidade (a partir de 1’22”), reforçando as dificuldades do machismo em nossa sociedade. De um modo geral, a comunidade reconhece a importância da mulher como uma das responsáveis por garantir a renda do lar, principalmente em uma situação de carência social. É um exemplo de transformação, que busca reforçar a posição da mulher na família, muito além da função de dona de casa.

Sem muitas palavras, é possível perceber o impacto em uma comunidade sem a renda da mulher. Muito mais do que uma creche para crianças, o projeto traz à tona a necessidade da transformação cultural e da garantia da independência financeira feminina.

Estamos falando de uma iniciativa pontual, em uma região específica. Mas o exemplo com certeza traduz a realidade de várias outras pequenas comunidades no país e traz uma reflexão muito além do projeto em si. Vale a pena um olhar cuidadoso sobre o tema e a percepção de que as mudanças das quais precisamos estão acontecendo!

E você, o que pensa sobre projetos como este? 

 

 

 

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