Otimismo do exterior ajuda Bolsa a fechar em alta nesta quarta (28)

29 de abril de 2020 - Por

Otimismo do exterior com remdesivir ajuda Bolsa a fechar em alta nesta quarta (28)

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Esse texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +2,29% (83.170 pts)

Dólar: -2,84% (R$ 5,35)

Casos de coronavírus: 78.162 confirmados e 5.466 óbitos (fonte: Ministério da Saúde)*

Resumo:

  • Possíveis tratamentos contra coronavírus ajudam Bolsa a fechar em alta;
  • novos estudos com remdesivir renovam esperança no tratamento;
  • Banco Central americano mantém os juros do país entre 0% e 0,25%;
  • Brasil ultrapassa número de mortes por COVID-19 da China, primeiro epicentro do vírus;
  • quase metade da força de trabalho global está sob risco de perder renda devido à COVID-19, diz OIT;
  • empregos de 5 milhões de trabalhadores formais são afetados após pandemia

A leve brisa do otimismo internacional embalou o Ibovespa nesta quarta-feira (28), que manteve alta ao longo do dia. O primeiro sinal veio das bolsas européias, que reagiram positivamente à esperança de um potencial tratamento contra o coronavírus.

Em seguida, a farmacêutica norte-americana Gilead Sciences afirmou que o remédio remdesivir provocou melhora dos sintomas em pacientes com COVID-19 que receberam o tratamento precocemente.

“Vários estudos simultâneos estão ajudando a informar se o remdesivir é um tratamento seguro e eficaz para a COVID-19”, disse o diretor médico da Gilead, Merdad Parsey, em comunicado.

Terminando de embalar o clima de otimismo, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) decidiu manter os juros do país entre 0% e 0,25%. “O Comitê espera manter essa faixa de metas até ter certeza de que a economia resistiu aos eventos recentes e está no caminho de alcançar suas metas máximas de emprego e estabilidade de preços”, disse o comunicado do Fed.

Apesar das boas novas vindas de fora, continuaremos de olho na instabilidade política no Brasil. Quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal, o dólar chegou a zerar as perdas que havia tido por um momento. Isso mostra que nossos índices econômicos nem sempre conseguem se descolar dos fatos internos.

Ao mesmo tempo em que os conflitos políticos seguem, nesta terça-feira (28), o Brasil superou a China no número oficial de mortes por coronavírus – eram 5.017 contra 4.637 ontem, quando foram registrados 474 óbitos entre os dias 27 e 28. De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, nosso país registrou 449 novas mortes nas últimas 24 horas.

Otimismo do exterior com remdesivir ajuda Bolsa a fechar em alta nesta quarta (28)

Coronavírus: desemprego e perda de renda afeta o trabalhador no Brasil e mundo, segundo dados

Enquanto alguns dizem que “estamos no mesmo barco” quando se referem ao coronavírus, a realidade se impõe, mostrando que alguns estão enfrentando essa viagem em placas de madeira no oceano. De acordo com relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta quarta-feira (28), 1,6 bilhão de pessoas empregadas na economia informal – o que representa quase metade da força de trabalho global – está sob risco de perder renda devido à COVID-19.

O colapso econômico criado pela pandemia do coronavírus criou bloqueios que levaram à queda de 60% na renda durante o primeiro mês da crise, segundo estimativas da OIT. Trabalhadores de setores atingidos experimentaram a mesma retração, ainda conforme a terceira edição do “Monitor da OIT: COVID-19 e o mundo do trabalho.”

No Brasil, pelo menos 5 milhões de trabalhadores com carteira assinada já foram afetados de algum modo desde o começo da crise financeira provocada pela pandemia – e isso inclui demissões, suspensões de contrato, cortes de jornada e salários –, aponta levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo por meio do cruzamento de dados do IBGE e Ministério da Economia.

Este número representa quase 15% do total de trabalhadores formais no País.

Por que você precisa saber? O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, defende a urgência de proteger os trabalhadores mais vulneráveis do mundo. “Para milhões de trabalhadores, ficar sem renda significa falta de comida, segurança e futuro. Milhões de empresas em todo o mundo mal conseguem respirar. Elas não têm poupança ou acesso ao crédito”, afirmou.

*Até o fechamento do texto

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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