“Pode parecer mentira, mas nunca brigamos por dinheiro”

19 de fevereiro de 2013 - Por

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Nós já discutimos por aqui sobre as vantagens e desvantagens de ter uma conta conjunta. Para deixar a conversa mais gostosa, resolvemos trazer o depoimento de uma leitora que optou pela conta conjunta com o marido. Como em tudo o que falamos aqui, não existe certo ou errado quando se trata de conta conjunta: vale o que for bom para você. A identidade da leitora foi protegida, para garantir a sua privacidade. Conheça então a história dela!

“Nós começamos a morar juntos três anos antes de nos casarmos. Nunca fizemos uma divisão certinha das contas, mesmo com salários diferentes. Simplesmente íamos pagando os gastos – da casa e do dia a dia, como restaurantes e afins – e quando percebíamos que as contas estavam com valores muito desequilibrados, transferíamos de uma conta para outra (ainda que nessa época não tivéssemos conta conjunta, um já tinha acesso à conta do outro). Esse esquema nos fez perder dinheiro com as transferências, já que as nossas contas eram em bancos diferentes.

Depois de um ano morando juntos, mudamos para Manaus. Lá era muito difícil encontrar o meu banco, o que dificultaria a minha vida. Então resolvemos juntos que já era hora de abrir uma conta conjunta. Essa decisão foi algo natural, entrou logo na lista de tarefas a cumprir com a mudança, sem muitas conversas.

Como ele viajava muito a trabalho para o interior, precisava de uma conta em um banco que tivesse em qualquer cidade. Por isso optamos pelo Banco do Brasil. E como ele passava muito tempo fora, optamos também por colocar o meu nome como a 1ª titular da conta, assim eu teria o “poder” de fazer qualquer movimentação ou resolver qualquer eventual problema no banco.

Atualmente, nós dois recebemos os nossos salários nessa conta. Por muitos anos eu fui a administradora das finanças do casal (pagava as contas, conferia os gastos no cartão, investimentos, etc). Mas com o meu atual emprego, que me demanda muito tempo fora de casa, essa função passou para o meu marido.

Vejo que muitos casais optam por manter três contas: uma para cada e uma conjunta. Achamos que essa não seria a melhor opção, pois perderíamos dinheiro pagando tantas taxas e temos um acordo claro de que tudo o que ganhamos é dos dois, independente dos gastos de cada um. Porém, decidimos manter a minha conta antiga em outro banco porque lá os meus benefícios e crédito eram muito bons e com muito mais facilidades e vantagens para viagens ao exterior (algo importante para nós). Então conforme as necessidades, transferimos alguma renda para lá e mantemos apenas duas contas.

Pode parecer mentira, mas nunca brigamos por dinheiro. Eu certamente gasto mais em compras de roupas e presentes, mas ele tem mais gastos com cursos e livros, por exemplo. E não controlamos o que cada um gasta. As vezes eu tenho um gasto a mais em uma viagem sem ele, outras ele compra um eletrônico mais caro, etc. Simplesmente mantemos o controle do que podemos gastar por mês como casal, com as prioridades de cada um, e vamos conversando se precisamos apertar os gastos ou não. Para o nosso modelo de relacionamento, não seria nada saudável tentar dividir a renda exatamente 50%-50% ou proporcional aos nossos salários. Acreditamos que o que é meu, é dele e o que é dele, é meu!”

Você tem uma história para contar? Mande um email para faleconosco@financasfemininas.com.br com o seu depoimento e a sua história pode virar a nossa próxima matéria!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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