Por que o dólar está subindo e como isso te afeta?

Por que o dólar está subindo e como isso te afeta?

Se você fará uma viagem internacional ou comprou algum produto importado, deve estar se perguntando: por que o dólar está subindo tanto? Antes de você chorar olhando sua fatura do cartão de crédito, vamos explicar de um jeito simples o que está acontecendo, como isso te afeta e como diminuir este impacto no seu bolso.

Na verdade, o dólar nas alturas afeta a todos, direta ou indiretamente. Quem mais sente o impacto é quem vai viajar para fora do Brasil ou consome produtos importados. “Mas não podemos esquecer que boa parte daquilo que consumimos depende de importados, sejam produtos industrializados, máquinas ou até mesmo matéria-prima. Dessa forma, essa alta do dólar deve provocar uma pressão sobre os preços domésticos generalizada”, diz Juliana Inhasz, professora de economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP).

O preço da gasolina também acaba subindo. “Logo, as consumidoras mais impactadas tendem a ser aquelas que usam veículos próprios”, acrescenta Thiago Nigro, educador financeiro e dono do canal de YouTube O Primo Rico.

Por que o dólar está subindo?

A previsão de especialistas é que a moeda americana continuará em alta por diversos fatores, a maior parte deles relacionados à política econômica dos Estados Unidos. O Banco Central americano aumentou a taxa básica de juros e há previsão de até três novos aumentos até o final do ano – em junho, setembro e, talvez, dezembro.

Lembra que, quando a taxa Selic estava alta no Brasil, investir no Tesouro Direto era extremamente vantajoso? Algo parecido está acontecendo nos Estados Unidos. “Esse aumento torna os títulos do Tesouro americano mais interessantes a investidores do mundo inteiro, que preferem aplicar seu dinheiro lá. Com isso, os maiores prejudicados são os países emergentes, que sofrem com a fuga de dólares de investidores estrangeiros que preferem apostar em uma economia mais sólida e segura”, explica Anderson Pellegrino, professor de Economia da IBE conveniada FGV.

Com menos dólares rodando por aqui, os que ficaram acabam mais valorizados frente ao real. Além disso, a instabilidade política do Brasil faz com que sejamos ainda menos atraentes para investidores estrangeiros do que outros países emergentes, como México e Argentina.

Há, ainda, outro agravante: a saída dos Estados Unidos do tratado nuclear com o Irã, que tomou o noticiário internacional e causou muita preocupação. “Caso isso se desdobre em um aumento ainda maior do petróleo – o que é provável, dada a posição estratégica do Irã no seu fornecimento -, a inflação americana pode aumentar, o que forçaria uma alta ainda maior da taxa de juros dos Estados Unidos”, relaciona Juliana. E, já sabe, quanto maiores os juros, mais investidores estrangeiros colocando sua grana por lá e menos dólares por aqui.

Agora que você entendeu por que o dólar está subindo e como isso te afeta, hora de aprender a aliviar este efeito no seu bolso.

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Como diminuir o impacto da alta do dólar no seu bolso

Aqui no Finanças Femininas temos muitas dicas práticas e fáceis para você economizar quando o dólar está alto. Reunimos as melhores – além de indicações dos especialistas entrevistados para essa matéria. Aproveite!

  1. Prefira produtos nacionais. A dica parece óbvia, mas pode ser complicada de ser colocada em prática para quem costuma ser fiel às suas marcas favoritas. Na maquiagem, por exemplo, é a hora de procurar os dupes – produtos muito parecidos, mas de menor preço – nacionais.
  2. Se não puder substituir, aproveite para comprar estes produtos enquanto o preço ainda não foi profundamente afetado.
  3. Caso seu carro permita, vá de etanol. “Ou evite o uso do carro”, aconselha Nigro.

Dólar alto: dicas para viagens internacionais

  1. A primeira medida é ativar sua Sherlock Holmes interior e descobrir onde você conseguirá comprar dólares mais barato. Como? Pesquisando!
  2. “Para tanto, não deixe de consultar sites e apps que fazem comparativos entre cotações em diversas casas de câmbio e bancos. Como cada instituição tem liberdade para praticar os preços que julgar mais convenientes, que é a soma do dólar oficial com o lucro de cada uma”, comenta Pellegrino. Entre as plataformas estão Câmbio Legal, MelhorCâmbio.com, Cambiar, Câmbio Store, Bee Cambio e Monepp.
  3. Se você ainda tiver bastante tempo até a viagem, compre dólares aos poucos. Assim, você acabará adquirindo a moeda por um preço médio, sem prejuízo.
  4. Agora, se você deixou para a última hora, prepare-se para pagar mais caro. “Considerando a perspectiva atual,na qual o dólar pode subir ainda mais, a possibilidade de comprar tudo de uma vez não parece tão ruim. O que eu poderia recomendar seria analisar bem o panorama futuro do preço do dólar e usar aplicativos e sites para comparação”, opina Nigro.
  5. Se você tem sangue frio e gosta de arriscar, Juliana tem outra dica: “ficar de olho no mercado e tentar comprar dólar em momentos de redução momentânea da taxa.”
  6. Quem tem um bom relacionamento com o banco pode aproveitar e ligar para o gerente para chorar um bom preço, ainda mais se você for adquirir uma boa grana.
  7. Na dúvida, use um cartão pré-pago: ao contrário do cartão de crédito comum, que considera a cotação no dia do fechamento da fatura, o pré-pago tomará a cotação do dia da compra. Gostou da ideia? Então, conheça o cartão pré-pago Finanças Femininas, que também é recheado de benefícios! É só preencher seus dados:


Fotos: Fotolia e Tenor

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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