Possível segunda onda de coronavírus derruba Bolsa nesta quarta-feira

24 de junho de 2020 - Por

Possível segunda onda de coronavírus derruba Bolsa nesta quarta-feira

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,66% (94.377 pontos)

Dólar: +3,33% (R$ 5,32)

Casos de coronavírus: 1.157.451 confirmados e 52.951 mortes*

Resumo:

  • Com 2ª onda de coronavírus cada vez mais palpável, Ibovespa acompanha bolsas do mundo inteiro e fecha em queda;
  • dólar segue caminho inverso e fecha em alta;
  • possível queda de demanda por petróleo derruba ações da Petrobras;
  • FMI projeta queda de 9,1% para o PIB do Brasil neste ano, contra 4,9% do PIB mundial;
  • por pandemia, 9,7 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em maio, diz IBGE.

Nesta quarta-feira (24), mais uma vez, o medo de uma segunda onda do coronavírus – cada vez mais palpável – em lugares que afrouxaram a quarentena pautou as bolsas do mundo inteiro, inclusive a nossa B3: o Ibovespa fechou em queda e o dólar acelerou.

Novos casos nos Estados Unidos, Alemanha, Japão e China colocaram o mercado financeiro em alerta diante da possibilidade de novas medidas de isolamento social e, com elas, a desaceleração da recuperação da economia.

Para que se tenha ideia, números da Universidade Johns Hopkins apontam que, nos EUA, a média de novos casos de coronavírus em sete dias dispararou mais de 30% desde a semana passada. O receio fez com que muitos investidores realizassem o lucro obtido recentemente, ou seja, vendessem suas ações, causando o tombo no Ibovespa.

Com a apreensão de uma nova onda de COVID-19, cresce no horizonte o receio de uma perda de demanda no petróleo e o aumento do estoque da matéria-prima nos Estados Unidos – o que pautou a queda dos preços no mercado futuro internacional. Como resultado, a Petrobras operou em queda nesta quarta-feira.

O Brasil se aproxima do patamar de 53 mil mortes por coronavírus, mais que o dobro de Índia, China, Paquistão e Indonésia juntos, segundo o G1.

FMI projeta queda de 9,1% para o PIB do Brasil neste ano

FMI projeta queda de 9,1% para o PIB do Brasil neste ano, contra 4,9% do PIB mundial

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve sofrer um tombo de 9,1% este ano, segundo nova previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgada nesta quarta-feira.

Caso a estimativa se confirme, este seria o maior recuo da economia brasileira em 120 anos. Em abril, o FMI projetava queda de 5,3% no PIB.

A projeção do FMI é mais pessimista do que a dos profissionais do mercado financeiro entrevistados para o relatório Focus, do Banco Central, que apontaram uma recessão de 6,5% na projeção mais recente, divulgada nesta segunda-feira (22).

A instituição, ainda, projetou que o PIB mundial deve encolher 4,9% neste ano.

Por pandemia, 9,7 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em maio, diz IBGE

Com a crise financeira causada pela pandemia do coronavírus, 19 milhões de trabalhadores estavam afastados do trabalho e, entre estes, 9,7 milhões ficaram sem remuneração. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Els fazem parte da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, feita com apoio do Ministério da Saúde para identificar como a pandemia tem impactado o mercado de trabalho.

O portal G1 destacou as seguintes informações dos dados divulgados:

  • 4,2 milhões de brasileiros tiveram sintomas da COVID-19
  • 19 milhões foram afastados do trabalho pelo distanciamento social
  • 11,5% dos trabalhadores ficaram sem remuneração
  • o rendimento médio efetivo teve queda de 18,1%
  • o desemprego atingiu 10,1 milhões de brasileiros em maio
  • os trabalhadores domésticos foram os mais afetados pela pandemia
  • 8,7 milhões passaram a fazer trabalho remoto
  • o home office atinge mais os trabalhadores com maior instrução

Outros dados divulgados nesta quarta-feira – estes no último Boletim Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) – apontaram que a perda salarial por causa das negociações coletivas “para manutenção de empregos”, como a Fipe chama, teve reajuste mediano real – ou seja, descontando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses referentes – de -29% em março, -28% em abril, -27,5% em maio e -27% até 19 de junho.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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