Pressionada por petróleo e índices dos EUA, Bolsa volta aos 98 mil pontos

10 de setembro de 2020 - Por

Pressionada por petróleo e índices dos EUA, Bolsa volta aos 98 mil pontos

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -2,43% (98.834 pontos)

Dólar: +0,38% (R$ 5,31)

Casos de coronavírus: 4.210.556 confirmados e 128.857 mortes*

Resumo:

  • Quedas nos índices estadunidenses e nas ações da Petrobras puxam Ibovespa, que fecha no patamar de 98 mil pontos;
  • EUA registram pedidos de seguro-desemprego acima da expectativa e Senado rejeita proposta enxuta de estímulos, aumentando o pessimismo do mercado financeiro;
  • ações da Petrobras sofrem com queda no preço do barril do petróleo e nova fase da Lava-Jato;
  • coronavírus já vitimou quase 129 mil pessoas no Brasil;
  • pedidos de seguro-desemprego no Brasil caem em agosto, mas sobem no acumulado do ano.

Depois de quase dois meses acima deste patamar, o Ibovespa fechou perdeu os 99 mil pontos nesta quinta-feira (10) em um dia difícil tanto no mercado financeiro brasileiro quanto internacional. Das 77 ações listadas, 70 fecharam o dia no vermelho.

Por aqui, a Petrobras – que representa aproximadamente 10% da carteira teórica do principal índice da Bolsa brasileira – entrou novamente na mira da operação Lava-Jato, sob a suspeita de fraude em operações de câmbio junto ao Banco Paulista.

O novo episódio se juntou à desvalorização do petróleo, que já comentamos aqui, e causou a queda dos papéis da empresa. A Bolsa sentiu.

Lá fora, os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos vieram piores do que as expectativas de analistas – 884 mil novas solicitações, contra 846 mil a 850 mil esperados. Além disso, o Senado estadunidense rejeitou uma proposta que previa auxílio de US$ 300 por semana para desempregados no país até dezembro.

Pressionada por petróleo e índices dos EUA, Bolsa volta aos 98 mil pontos

O mercado financeiro está, de certa forma, vendo que a vida real se impõe: o impacto econômico do coronavírus segue presente, e isso mexe com a percepção de risco dos investidores. A cautela diante dos sinais de que a pandemia seguirá afetando a economia global deixou os índices de Wall Street bem voláteis e, por fim, S&P 500 e Nasdaq acabaram fechando em baixa – afetando também a nossa B3.

No Brasil, a COVID-19 já vitimou quase 129 mil pessoas e mais de 4,2 milhões já foram infectadas.

Pedidos de seguro-desemprego caem em agosto, mas sobem no acumulado do ano

Os pedidos de seguro-desemprego de trabalhadores formais totalizaram 463.835 em agosto, informou o Ministério da Economia nesta quinta-feira. O resultado é 18,7% menor do que o registrado em julho deste ano (570.602).

Apesar disso, no acumulado dos oito primeiros meses de 2020, houve alta de 7,5% na soma de pedidos de seguro-desemprego. Ao todo, de janeiro a agosto, foram 4.985.057. No mesmo período do ano passado, havia registrado 4.635.454.

O Ministério da Economia também informou como foi a distribuição de pedidos entre os setores da economia: serviços (43,2%), comércio (26,4%), indústria (14,7%), construção (9,7%) e agropecuária (4,8%).

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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