Quais são os melhores investimentos com Bolsonaro presidente?

22 de novembro de 2018 - Por

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A eleição de Jair Bolsonaro para presidente já mexeu com os ânimos do mercado de diversas formas – seja pelas promessas ou pelas vezes em que ele voltou atrás em algum ponto. Neste cenário, quais são os melhores investimentos para você, que pode não ser a maior trader do mundo, mas quer ver sua grana crescer?

Por incrível que pareça, a chamada renda variável pode ser uma boa alternativa – com a bolsa de valores entre as opções de aplicações financeiras –, dependendo do seu perfil.

Por que a bolsa de valores está entre os melhores investimentos neste momento?

Com a Taxa Selic a 6,5%, as aplicações de renda variável começaram a chamar mais atenção de quem quer ver o patrimônio crescer. Para que se tenha ideia, o Índice Bovespa – indicador de desempenho médio das ações negociadas na B3 – teve alta acumulada de 12,70% neste ano.

“Se a gente for comparar a Taxa Selic com o Índice Bovespa, podemos dizer que a renda variável está rendendo quase o dobro. Então, há a sensação de que as operações em renda variável já estão sentindo o efeito da mudança de orientação política que as eleições trouxeram”, afirma George Sales, professor de Finanças do Ibmec-SP.

A subida do Ibovespa não se deve apenas às eleições mas, sim, a uma série de questões. Aliás, guarde essa informação para a vida: a rentabilidade de qualquer investimento de renda variável é sensível a diversos fatores econômicos e políticos do Brasil e internacionais, assim como das empresas que você compra ações e das expectativas dos setores em que você deseja investir. O efeito sobre o índice da bolsa é quase imediato.

“O fator ‘eleição’ mostra-se com um viés favorável à renda variável, porém, tal como dito, pode ser afetado por uma multiplicidade de fatores”, aconselha Nelson de Sousa, professor de Finanças do Ibmec-RJ.

Renda variável: todo cuidado é pouco

Antes de investir em renda variável, você precisa se certificar de que tem o perfil necessário, se poderá deixar esse dinheiro investido no longo prazo, seu objetivo para este investimento, sua experiência como investidora e o quanto você entende sobre o mercado financeiro.

“Quem vai para renda variável sem experiência para saber quais são as ações mais indicadas, as melhores e piores empresas e não tem como acompanhar essas questões diariamente, é mais indicado investir em fundos de ações, que contam com especialistas para checar isso mediante uma taxa de administração”, aconselha Sales.

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Entenda aqui as diferenças entre investir em ações e fundos de ações.

“Em resumo, no cenário ‘pós-eleitoral’, os investimentos em renda variável são interessantes, mas deve-se ter cuidado nas escolhas. Recomendaria efetuar alguns investimentos agora e deixar uma parte para aplicar depois de o novo governo assumir, com definições mais claras”, complementa Sousa.

Para o ano que vem, vale ficar bem atenta ao noticiário. O futuro superministro da Economia, Paulo Guedes, promete diversas reformas e alterações que podem beneficiar as empresas – um discurso que, segundo Sales, anima o mercado. “Mas é preciso ver se essas questões serão resolvidas de fato, e na velocidade que o mercado espera. Do contrário, é melhor fugir da renda variável e ir para a renda fixa”, avalia. Se você investir via corretora, fique de olho nos boletins emitidos.

Renda fixa ainda é opção

O fato de investimentos em renda variável terem mostrado potencial não significa que você deva abrir mão da renda fixa e apostar todas suas fichas em bolsa de valores e afins – aliás, isso não é nada recomendado em nenhuma época. Independente do seu perfil, uma fatia de seu dinheiro deve sempre ser alocado em uma aplicação financeira mais segura.

“Ao investir para preservar o patrimônio, deve-se buscar alternativas de ganhos reais, que superem a inflação, sem grandes exposições a risco. Já quem tiver como objetivo ganhar dinheiro deve se mostrar propenso a assumir alguns riscos”, orienta Sousa.

Como regra geral, Sousa recomenda que, para preservar o patrimônio, se invista no máximo 30% em renda variável, deixando o restante do patrimônio em renda fixa. Já quem deseja ver seu dinheiro crescer, pode-se estender esse percentual para 50% – desde que você avalie bem os riscos que estará correndo em relação aos retornos esperados.

Entre as opções na renda fixa, Sales destaca os investimentos pós-fixados. “O mercado prevê que a Taxa Selic alcance 8% até o final do ano que vem, segundo o boletim Focus do Banco Central. Por isso, investimentos pré-fixados podem ser más escolhas”, justifica. Alguns exemplos são os títulos de Tesouro Selic e IPCA+, que são pós-fixados.

Sejam quais forem suas escolhas, lembre-se de ficar sempre antenada, afinal, informações de confiança e conhecimento estão entre as melhores armas para ganhar dinheiro, conquistar sua independência financeira e cobrar dos novos governantes medidas justas para toda a sociedade.

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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