Qual a idade certa para investir na aposentadoria?

26 de março de 2013 - Por

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Quem não se preocupa em ter uma velhice tranquila, sem preocupação com dinheiro e muita curtição com a família e netinhos? No entanto, muita gente acha que é cedo para começar. Quanto antes você se planejar e organizar as datas, mais confortável será a sua vida lá para frente. Este é um passo muito importante para a sua vida financeira de hoje e também do seu futuro.

Segundo uma pesquisa feita pelo HSBC com 15 mil pessoas em 15 países, 4 em cada 10 brasileiros poupam uma parte de sua renda para aplicar na aposentadoria. A população brasileira se preocupa mais em planejar as férias do que pensar na velhice. E só vão sentir falta do rendimento lá na frente… Por isso, o quanto antes poupar, melhor para você.

A melhor opção para garantir renda na terceira idade é contratar um plano de previdência privada. Este serviço funciona como um seguro de vida, com a garantia de pagamentos a partir de uma data pré-definida.

Como o investimento é a longo prazo, o dinheiro que for aplicado não deve ser resgatado antes da hora. Se você precisar resgatar, vai pagar impostos altíssimos que, se o dinheiro ficasse lá, iriam diminuir ao longo do tempo. A melhor forma para não ficar tentada a resgatar antes do prazo é esquecer que você fez a aplicação.

Defina os detalhes da sua velhice
O primeiro passo (e mais gostoso) é definir em que idade vai se aposentar. Pense em como quer viver durante esse período. A partir daí veja quanto tem disponível todo mês para aplicar na previdência. O principal motivo para fazer um plano de previdência privada é a vantagem no pagamento do Imposto de Renda.

Procure instituições seguras
Para adquirir este serviço você deve procurar uma seguradora que ofereça os planos. No seu banco você também consegue adquirir o produto, mas nesses casos é mais indicado procurar uma seguradora especializada no serviço.

Um corretor de seguros faz o atendimento personalizado e sana todas as dúvidas. Procure instituições com tradição no mercado. Conheça as propostas e analise qual é a mais vantajosa no seu caso. Preste atenção em todos os detalhes da aplicação e só feche quando tiver certeza do que quer.

Preste atenção nas entrelinhas
Fique atenta as taxas embutidas! As principais são a taxa de administração, os índices de rentabilidade e a taxa de carregamento. Uma taxa de administração maior do que 2,5% é furada e a de carregamento não deve ultrapassar 5%.

Quanto mais cedo você se preocupar em investir em previdência privada melhor será o seu bolso no futuro. Pense nisso! Tente não ultrapassar dos 30 anos, após essa idade a contribuição mensal tende a ser maior.

Escolha a mais vantajosa
Existem dois tipos de previdência privada – o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)
. Para escolher a ideal no seu caso saiba qual é o seu tipo de declaração de Imposto de Renda.

PGBL é indicado pra quem faz a declaração completa, ou seja, para quem tem despesas dedutíveis com valor maior do que 20% dos rendimentos obtidos durante o ano. O VGBL, por sua vez, é para quem faz a declaração simplificada – aqueles que têm apenas uma fonte pagadora e tem poucos gastos que podem ser deduzidos. Se você for autônoma ou profissional liberal, o VGBL é a opção mais indicada.

Rendimento ideal
Existem duas possibilidades de tributação para a sua aplicação: progressivo ou regressivo. A tributação progressiva funciona como na hora de receber o seu salário: quanto mais você recebe, maior é a cobrança do imposto, que pode chegar a 27,5%. Já na regressiva, quanto maior for o período do investimento, menos imposto você paga. Se for apenas de dois anos, a alíquota é de 35% – altíssima, muito maior do que a progressiva. Mas se for superior a 10 anos, o imposto é de apenas 10% – o que vale super a pena. Para decidir, você só precisa ver o quanto vai aplicar e por quanto tempo.

Dependendo da regularidade do seu investimento, você pode lucrar menos ou mais. O ideal é que todo mês você injete um pouco de dinheiro. Mas isso não é uma obrigação. Nos meses que não conseguir aplicar o dinheiro, o saldo continua rendendo igual. O ideal é que todos os meses você aplique para cada vez ter mais.

Quando for a hora de sacar há a possibilidade de levar toda a grana para casa ou receber parcelar, como um salário. Maravilha, né? Agora é dar o start e só pensar em como vai gastar esse dinheiro na velhice! 

Quais são suas dúvidas de aposentadoria? Compartilhe com a gente nos comentários. 

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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