Quando vale a pena fazer uma dívida?

10 de julho de 2019 - Por

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“Já tive muitos problemas com dívidas. Fiquei totalmente traumatizada e não pego mais dinheiro emprestado. Mas tem algumas situações que são necessárias como na compra de uma casa ou carro. Quando vale a pena fazer uma dívida?”, Ana Carolina, 29 anos. 

Ter consciência de que um financiamento ou o uso do cartão de crédito sem freios podem ser prejudiciais já é um grande passo! Se você ainda gasta horrores e é melhor amiga do rotativo, não desanime. Faça o máximo para conseguir uma maturidade financeira e conseguir realizar todos os sonhos.

Com tudo controlado, fica mais fácil de se organizar e pensar com muito cuidado frente a uma situação. Depois de ter listado três sonhos – de curto (até 1 ano), médio (até 5 anos) e longo prazo (até 10 anos) – consegue idealizar uma maneira de realizá-los sem prejudicar suas finanças.

Mas e quando todo esse controle não serve para muita coisa? Você pode estar super organizada, com dinheiro aplicado e zero dívidas, mas isso não é garantia de que consegue comprar a casa dos seus sonhos. Para os objetivos mais caros, como a compra do primeiro imóvel, é possível que você precise de ajuda. Aprenda em quais situações vale a pena fazer uma dívida.

Quando usar o cheque especial?

Apesar de a palavra cheque se referir à um meio de pagamento, a expressão é usada para se referir a um limite preestabelecido que o banco te empresta sem nem você precisar pedir. O dinheiro fica disponível para quando quiser sacar. Isso é um perigo, porque as vezes você usa sem saber e são cobradas taxas altíssimas por isso!

O ideal é que o valor disponível seja o menor possível. O dinheiro do cheque especial só deve ser usaoa em extrema necessidade e por poucos dias. Assim não paga muito tempo os juros e se livra da pendência. Fique esperta para não se enrolar com essa grana – a sua dívida pode explodir sem você nem perceber.

Parcelas no cartão de crédito

Se aquela televisão dos seus sonhos for parcelada em 10 vezes vai ser mais suave de pagar, certo? Errado! Em todas operações parceladas – até aquelas que não são cobrados juros – há um valor mais alto embutido. Por isso tente ao máximo não usar esta forma de pagamento para ficar parcelando suas compras.

Se quiser muito um objeto, faça o parcelamento invertido. Ao invés de pagar as parcelas, você guarda o mesmo valor mensalmente. No ato da compra consegue até pedir desconto, porque terá o valor cheio em mãos. Pense bem e se organize ao guardar o dinheiro para realizar sua vontade de consumo.

As taxas cobradas em operações do cartão de crédito podem chegar perto de 200% ao ano. Isso é muito, portanto se ligue! Por outro lado, se conseguir um banco que ofereça o serviço com taxas baixas, ao usar acumula milhas. Lembre-se de usar o cartão de crédito com cautela e sempre pague o valor total da fatura – o perigo mora quando a gente não consegue pagar tudo e cai no rotativo.

Financiamento vale a pena?

Todo financiamento por natureza já cobra altas taxas de juros – o Brasil tem uma das maiores taxas de juros do mundo! Se não tiver alternativa e precisar pegar o dinheiro emprestado, tente opções alternativas, como crédito pessoal e crédito consignado. Ambas opções são empréstimos, só que as taxas têm um valor reduzido. E nem pense em procurar financeiras: é uma fria!

O crédito pessoal é um empréstimo no qual você não precisa explicar como vai usar, apenas pede o dinheiro. O pagamento deve ser efetuado em até 40 parcelas. Antes de fechar o negócio pesquise entre os concorrentes e escolha a melhor opção de pagamento e com taxa menores. Lembre-se de pedir o CET anual!

Assim como o anterior, o crédito consignado oferece dinheiro emprestado, só que o pagamento cai direto no seu salário. Ou seja, você não paga nenhum boleto. O valor acordado com a instituição é descontado diretamente do seu holerite. Nessa opção as taxas de juros são as menores do mercado. Pode valer a pena, mas não se esqueça de olhar para as suas finanças como um todo e ver se realmente deve dar este tipo de passo.

Atenção ao financiamento imobiliário

Com o boom imobiliário, está mais fácil conseguir este tipo de empréstimo. Como a instituição tem seu imóvel como segurança, em caso de falta de pagamento, você pode conseguir renegociar taxas menores, mas corre o risco de perder o imóvel. Mesmo assim, não pode fechar negócio com a primeira instituição. Pesquise e avalie qual oferece as melhores condições.

Foto: Shutterstock

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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