Quanto custa um parto normal e uma cesárea?

18 de julho de 2019 - Por

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A hora de ver o rosto do seu bebê pela primeira vez se aproxima. O parto é um dos principais momentos da gravidez e por isso a mãe deve estar segura sobre a melhor forma de trazer a criança ao mundo. Conversamos com obstetras para entender quais os custos do parto e o que deve ser considerado na hora de escolher entre parto normal e cesárea.

A OMS preconiza que, no máximo, 15% dos partos sejam cirúrgicos. No entanto, o Brasil possui elevada taxa no número de cesáreas (55,5%) e ocupa o segundo lugar no ranking, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No topo da lista está a República Dominicana, com 58,1% de partos por essa via.

O alto índice no Brasil é resultado de um conjunto de fatores que podem incluir a falta de assistência ao parto normal, escassez da equipe de profissionais da saúde e médicos, baixa remuneração e até escolha pessoal da paciente por medo da dor e falta de informação sobre o parto vaginal.

“A cesárea é um procedimento cirúrgico relativamente simples e rápido, durando em média 30 a 40 minutos. O trabalho de parto numa primigesta pode durar de 10 a 12 horas”, diz Lucas Barbosa da Silva, professor do curso de Pós-Graduação em Urgência, Emergência Médica e Terapia Intensiva da Faculdade Unimed.

Afinal, qual é o preço do parto?

Um estudo da Fiocruz publicado em 2017, analisou os custos da atenção hospitalar ao parto vaginal e à cesariana eletiva para gestantes de risco habitual no Sistema Único de Saúde. A média de custo do procedimento vaginal foi de R$808,16 e variou de R$585,74 a R$916,14 entre as maternidades. Já o valor médio da cesariana eletiva foi de R$1.113,70 com variação R$652,69 a R$1.516,02.

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Em ambos os casos, o gasto mais elevado no orçamento foi recursos humanos, que correspondeu a 89% no parto vaginal e 81% na cesariana.

Na Saúde Suplementar existem várias tabelas que calculam os honorários médicos e os valores praticados pelas operadoras podem variar de acordo com o estado ou município. A cesárea fica mais cara devido ao uso e materiais do centro cirúrgico, medicamentos, tempo de internação da paciente, honorários médicos, entre outros que envolvem a estrutura hospitalar.

Apesar desses dados, vale ressaltar que a escolha do tipo de parto não deve ser pautada pelo fator financeiro, segundo Maria Rita de Souza Mesquita, especialista em obstetrícia e segunda vice-presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp). “O mais importante é que a mulher tenha direito à opção mais adequada para o nascimento do seu filho, garantindo a saúde de ambos. Neste momento, o valor não deve interferir na assistência ao parto”, afirma.

Parto normal x cesárea

Se comparado à cesárea, o parto normal traz inúmeros benefícios como a rápida recuperação da mãe, melhora da respiração da criança, amamentação e menor risco de infecção. Além disso, a dor pode ser controlada com o uso de medicamentos e apoio psicológico. Entretanto, de acordo com Mesquita, com indicação adequada, a cesárea pode salvar a vida da mãe e filho.

Durante os 9 meses de pré-natal, o médico obstetra tem a função de acompanhar o crescimento do feto, pressão arterial e também explicar todas as dúvidas sobre o nascimento do bebê, instruir a mãe sobre todos os riscos, benefícios e expectativas do parto normal e cesárea.

Mesquita considera que as orientações são fundamentais ao longo do pré-natal para proporcionar um parto tranquilo. “Depois que estiver ciente, a gestante pode tomar uma decisão com autonomia. No momento que a paciente está com dor, não dá para perguntar qual o tipo de parto ela gostaria de ter. A decisão precisa ser feita num momento de tranquilidade, em plenas condições físicas e psicológicas. O melhor tipo de parto é aquele que traga um recém nascido saudável e saúde para a mãe”, explica.

Fotos: Adobestock

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Carol Nogueira
Carol Nogueira
Repórter do Finanças Femininas, fã de David Bowie e John Coltrane. Passa o tempo livre pesquisando textos da Sylvia Plath e assistindo séries na Netflix.

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