Quanto dinheiro é o bastante para você fazer o que quer?

5 de fevereiro de 2013 - Por

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Jayme Carvalho*

No último dia 23 de janeiro, o jornal O Globo trouxe a seguinte matéria: “Sergey Brin é fotografado com Google Glass no metrô”. Segundo a reportagem, ele nada lembrava um bilionário e se misturava entre outros usuários do metrô nova iorquino, usava jaqueta, touca e um óculos que mais lembrava aqueles utilizados por míopes, o famoso Google Glass. Por baixo desse visual comum estava o co-fundador do Google e que segundo a revista Forbes possui uma fortuna de US$ 18,7 bilhões. Fiquei pensando quanto esse valor significa. Se compararmos com a renda per-capita brasileira, isso equivale à renda de 1,5 milhão de brasileiros em 2012. Se olharmos entre os norte americanos, seria o equivalente à renda per capita anual de 400 mil americanos juntos! Como pode uma pessoa acumular tal riqueza? De origem russa, Sergey foi para nos EUA quando criança e seus pais migraram da antiga URSS atrás de oportunidades em um ambiente político social menos complicado. Além da educação regular, teve aulas complementares com seus pais, um matemático e uma cientista que sempre foram sua referência.

Seria sua educação diferenciada que proporcionou tal valor? Não há dúvidas que a educação faz diferença. Segundo dados do IBGE, na média, a renda de um cidadão brasileiro que tenha curso superior é 350% maior que a daquele que não completou o ensino médio. Se adicionarmos os cursos de pós graduação, línguas e vivência internacional, este número é muito superior. No entanto, não é apenas educação que explica essa diferença de riqueza brutal. Sergey e Larry Page criaram o Google, que hoje avança rapidamente em vários campos de negócios, mas ganha boa parte da sua receita vendendo espaço de marketing em suas aplicações tecnológicas, como o site de busca e o Gmail.

Como no Google, em que palavras de busca têm valor, eu gostaria de destacar dois substantivos que podem explicar tal riqueza: Facilidade e Inovação. O maior produto que esses dois gênios da tecnologia criaram foi facilitar a vida dos usuários da internet. E vem mais por ai! O Google Glass promete ser mais umas dessas ferramentas inovadoras, em que poderemos usar a internet e outras facilidades sem o uso das mãos, neste caso, só com os seus olhos!

Recentemente, baixei em meu Kindle (mais uma dessas facilidades fantásticas) um livro que me chamou a atenção pelo nome  “How Rich People Think” – em português “ Como as pessoas ricas pensam”. Logo que comecei a ler o meu humor mudou, pois mais parecia um livro de “auto ajuda vendendo fórmulas” de sucesso (eca!), porém rapidamente lembrei-me de uma cena de um filme adorável – “Little Miss Sunshine” – em que o pai da protagonista vende cursos enlatados de auto ajuda e ganhei fôlego para continuar a leitura.

O livro é melhor que a primeira impressão e traz basicamente uma única provocação e conclusão: pessoas enriquecem vendendo soluções, facilidades, montando times que ajudem no desenvolvimento de produtos e conveniências que outras pessoas aceitem pagar. Investem seus recursos, sua energia e seus conhecimentos específicos nessa busca. No caso do co-fundador do Googlevejo nele um exemplo perfeito. Para muitas pessoas, uma ínfima parcela dos recursos de Sergey seria mais do que suficiente para se aposentar e passar o resto da vida viajando. Porém, ainda bem, existem pessoas como ele determinadas a mudar as coisas.

Creio que todos nós deveríamos exercitar isso. Procurar oportunidades para usar conhecimentos criando soluções e produtos inovadores. E isso não se resume apenas ao setor tecnológico. No campo das ciências sociais e relações humanas também temos muito para fazer diferente, nem que seja para copiar as melhores práticas institucionais que levaram outros países a um nível de renda bem superior que o Brasil. Práticas que funcionam em determinado setor podem ser bem vindas em outros: uma pessoa com experiência em hotelaria traria muitas inovações e diferenciais em uma área de relacionamento com clientes em um banco, por exemplo.

Bem fica aí o exemplo do Sergey, precisar não precisa, mas sempre podemos fazer mais e de preferência diferente.

* Jayme Carvalho é economista.

Foto: Reprodução.

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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