Quem manda na sua vida – o celular ou você?

4 de abril de 2013 - Por

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Dormir com o celular do lado do travesseiro e checar as mensagens dezenas de vezes ao dia é normal para muitas meninas. A mobilidade do celular é fantástica e nos vicia, não é? E tudo melhorou (ou piorou, para algumas) depois que a internet ficou mais acessível no celular.

Para nos relacionarmos e passar o tempo, baixamos diversos aplicativos. Uma hora estamos batendo papo por mensagem, outra momento estamos fazendo uma ligação ou jogando. Isso é tão verdade que agora temos aplicativos da moda, que viram assunto em grupos de amigas.

E para ajudar os planos dos celulares estão com preços cada vez mais convidativos – tanto os pós pago, como os pré. Junto de ligações ilimitadas baratíssimas, recebemos plano de internet para ficarmos plugadas no celular 24 horas por dia. Para completar, ainda dá para mandar mensagens gratuitas em apps como Whatsapp. Como não viciar?

Com isso encontramos pessoas que não vemos há tempos, falamos de forma barata e rápida com muitos amigos. Mas você sabe qual é o limite para usar a internet ao seu favor? A Nomofobia, síndrome de que as pessoas se sentem dependentes de seus celulares, é um problema do novo século.

A expressão é originada do inglês e vem das palavras No Mobile (tradução: sem celular). Quem nunca saiu de casa, percebeu que esqueceu o celular e se sentiu nua sem ele?

Por mais que a comunicação esteja mais barata e rápida, o uso da tecnologia em excesso pode dificultar as relações ao vivo entre as pessoas. Saiba mais sobre o assunto:

O limite
“Depois que comprei meu iPhone virei outra pessoa. Tenho um pacote de internet e ligo de graça para quase todos meus amigos. Baixei o aplicativo Whatsapp e fico online o dia todo, batendo papo. As pessoas que estão mais próximas a mim, percebem a minha mudança e reclamam. Eu confesso que estou um pouco viciada, mas sei me controlar…”, Ilana, 26 anos, vendedora.

O caso da nossa leitora é comum hoje em dia, mas como identificar o limite para usar o celular? “O uso da tecnologia eu acho muito positivo, mas temos que limitar. A partir do momento que o ser humano não está se desenvolvendo socialmente por causa do celular, é prejudicial“, diz Dora Sampaio Góes, psicóloga do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria.

Problemas acumulados
Brincar que é viciada em celular pode ser engraçado, mas de fato preste atenção. Quantas vezes checou o seu celular hoje? Se esquecer o aparelho em casa e for trabalhar, vai sentir falta? Como você fica quando percebe que a bateria do seu celular está acabando? Com as respostas das perguntas acima você consegue perceber qual é o seu nível de vício em celular.

O perfil das pessoas que sofrem de Nomofobia são pessoas mais sociáveis e com bastante amigos. “Normalmente quem checa o celular a cada 5 minutos também são pessoas ansiosas e podem chegar a ter crises”, explica Dora.

Saudável com celular
“O ser humano não foi feito para fazer duas coisas ao mesmo tempo”, diz Dora. Mesmo que você insista, não é possível se concentrar numa conversa da família e falar com os amigos pelo Whatsapp! Tem que escolher uma coisa ou outra… Não dá para imaginar que dividir sua atenção entre o marido e o celular não afete a relação.

O normal para usar o celular é fazer atividades normais: trabalhar sem interrupções, ter uma conversa sem olhar se chegou uma nova mensagem. “Ficar checando o celular é ruim para o seu convívio, repense na sua forma de usá-lo”, orienta Dora.

Você faz parte das pessoas online 24 horas por dia?

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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