Redução de custos incentiva adesão à economia colaborativa

9 de setembro de 2019 - Por

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Quantas vezes você já gastou dinheiro com algo que não precisava? Para evitar esse tipo de prática, a economia colaborativa ou compartilhada vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil por incentivar a troca, empréstimo, compartilhamento ou aluguel de produtos e serviços por um preço baixo. Afinal, você só precisa de alguns furos na parede e não da furadeira.

O custo reduzido é a principal vantagem da economia colaborativa para 61% dos consumidores, segundo uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O estudo também aponta que 89% dos brasileiros ficaram satisfeitos.

O modelo econômico propõe a negociação entre a pessoa que “tem” com a pessoa que “precisa”, por meio de aplicativos, redes sociais, entre outros que dispensam agentes intermediários como as grandes empresas.

Dessa forma, a economia compartilhada permite que a pessoa utilize um produto sem precisar comprar. “Existe algo muito benéfico de reutilizar recursos e capacidades ociosas como os brechós, por exemplo. Alguns produtos e serviços também tem um custo menor e possibilitam o maior acesso das pessoas e uma democratização dos bens”, diz a publicitária Caroline Ferraz.

Que tal uma carona para economizar dinheiro?

Existem diversas modalidades da economia colaborativa que resolvem problemas cotidianos da vida profissional e pessoal. Para 41% dos entrevistados no levantamento da CNDL e SPC, os aplicativos de carona para o trabalho, universidades e viagens são as opções mais utilizadas.

Instalada no Brasil desde 2015, a startup francesa Blablacar conecta motoristas e passageiros para caronas de longa distância com um preço baixo. De acordo com a empresa, 5 milhões de brasileiros utilizam o serviço que pode acarretar uma economia financeira de até 75%.

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Essa foi a alternativa mais barata que a autônoma Shirlei Rhaiane encontrou para fazer algumas viagens entre cidades no estado de São Paulo e Rio Grande do Sul. Ela conta que pagou um preço menor do que pagaria no mesmo trajeto de ônibus, entre São Paulo e Piracicaba – cerca de R$25 – e depois Porto Alegre e Pelotas – aproximadamente R$ 45.

“Acho uma solução boa para viagem longa, porque dá uma aliviada no valor. Além disso, na maioria das vezes, os motoristas me buscaram e me deixaram em casa”, relata.

Demais práticas de economia colaborativa incluem aluguel de apartamento ou casas para temporada, compartilhamento ou aluguel de roupas, financiamento coletivo e compartilhamento de espaço de trabalho, como coworking.

Há ainda iniciativas como da startup brasileira Bliive que permite trocar o tempo por serviços, habilidades ou experiência para ajudar outras pessoas. Quando o usuário realiza o cadastro, ganha cinco créditos de tempo chamados be. credits, que podem ser trocados por aulas de violão, desenho e reparo do seu computador, por exemplo. Os be. credits tem duração de 1 hora e não podem ser convertidos em outras moedas ou criptomoedas.

“A economia colaborativa é baseada em relevância e valor. Costumamos associar valor ao dinheiro, mas pode ser acessar um vestido. Se eu preciso de um aspirador de pó, o valor que eu quero é o uso do aspirador. Existem vários negócios colaborativos que usam outras moedas que não o dinheiro, mas o uso do que está ocioso”, explica Ana Lavaquial, consultora e especialista em economia colaborativa.

Compartilhamento é tendência entre jovens

As novas tecnologias impulsionaram o modelo econômico colaborativo que tem como principais condutores os jovens. “Essas inovações acabam sendo puxadas pelos jovens que são pessoas que nasceram com a internet e absorvem a cultura digital, que é a cultura da economia colaborativa. Quando a gente vai avaliar um serviço, temos o mecanismo de estrelas, que constrói a confiança de outro jeito. As pessoas que estão imersas no mundo digital tem mais facilidade em absorver isso”, destaca Ferraz que na sua pesquisa do mestrado investigou as motivações dos jovens que adotam a economia colaborativa.

Para Lavaquial, além dos fatores digitais, os jovens nasceram em uma época com maior consciência ambiental, preocupação com a sustentabilidade e trabalhos que buscam o bem-estar e a inovação social.

“Esse contexto contribuiu com uma forma diferente de viver, que tem mais sintonia e aderência ao estilo de vida proporcionado por esses negócios colaborativos. Tudo isso está relacionado com o acesso e não a posse. Confiança, segurança e geração de comunidades”, pondera.

O levantamento da MindMiners com millennials — pessoas de 18 a 32 anos – apontou que 72% concordam que a economia colaborativa está gerando um impacto positivo no mundo. Dos entrevistados, 58% acreditam que no futuro as pessoas vão possuir menos e compartilhar muito mais.

Fotos: AdobeStock

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Carol Nogueira
Carol Nogueira
Repórter do Finanças Femininas, fã de David Bowie e John Coltrane. Passa o tempo livre pesquisando textos da Sylvia Plath e assistindo séries na Netflix.

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