Rejeição de empréstimos consignados cresceu 30% no segundo semestre de 2017

3 de janeiro de 2018 - Por

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Quem deseja pedir um empréstimo consignado deve ter atenção redobrada: segundo estudo da Access – multinacional de gestão e armazenamento de documentos –, houve um crescimento de 30% na rejeição de contratos de crédito consignado no segundo semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016.

O levantamento foi feito com dados de seis bancos atendidos pela empresa. Apesar do aumento na rejeição, houve um tímido crescimento nos créditos consignados concedidos. No ano passado, essas instituições concederam 5.298 milhões de empréstimos dessa modalidade, enquanto neste ano o número foi de 5.366 milhões de contratos, o que representa uma variação de 1,2%.

Destes, 79% foram concedidos a servidores públicos e aposentados e 68% têm valor até R$ 4.000,00. As mulheres são a maior parte das contratantes: 71,3%, enquanto 28,7% foram homens. A pesquisa também revelou que o estado com maior quantidade de contratos de crédito consignado foi São Paulo (1.955 milhão), com média de 65 parcelas por contrato.

Não é por um acaso que as instituições financeiras estão adotando políticas mais duras antes de conceder o crédito. Em períodos de dificuldades financeiras e desemprego em patamar alto, as pessoas teriam mais dificuldades em honrar suas dívidas e, por isso, os bancos correm mais riscos. “As principais causas da rejeição são o aumento do desemprego no Brasil e a falta de pagamento dos servidores públicos em alguns Estados”, justifica Inon Neves, vice-presidente da Access na América Latina.

Elas também analisam se o valor solicitado condiz com o salário da contratante, pois as parcelas não podem comprometer mais do que 30% do valor do salário líquido. Também é checado o tempo de empresa e restrições do CPF no Banco Central ou na Receita Federal. “Restrições em entidades de proteção de crédito não impedem a obtenção desse tipo de empréstimo”, completa Neves.

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Empréstimo consignado não é de graça

Essa modalidade de crédito está entre as que possuem juros mais atraentes, uma vez que as parcelas costumam ser descontadas diretamente na folha de pagamento. Por isso, ele é a primeira opção de muitas pessoas que estão precisando de um empréstimo.

No entanto, isso não significa que ele possa ser usado indiscriminadamente – afinal, hora ou outra você terá que arcar com a dívida que fez. Toda vez que alguém toma crédito consignado, é como se houvesse uma redução no seu salário, já que as parcelas serão cobradas diretamente da folha de pagamento.

“Elas irão reduzir o montante disponível para o consumo da pessoa e da família a cada mês. Nesse caso, se existirem imprevistos, as pessoas endividadas não terão como manejar seu orçamento, já que há um comprometimento fixo do orçamento com as parcelas de empréstimo”, alerta o educador financeiro André Bona.

Cuidados ao pedir empréstimo consignado

Enquanto consumidora consciente, você deve evitar ao máximo se endividar. Porém, caso isso não seja possível, é preferível pedir um empréstimo que seja mais barato. Aqui entra o empréstimo consignado. Ele é especialmente útil para quitar dívidas com taxa de juros maiores, como cartão de crédito e cheque especial. Desta forma, você troca uma dívida mais cara por uma mais barata.

Se ele for realmente necessário, antes de assinar o contrato, faça algumas contas para checar se você conseguirá honrar esse compromisso financeiro. “O ideal é que se faça um esforço para organizar as contas, pois qualquer novo descontrole colocará a família em situação de vulnerabilidade. Tomar crédito é usar um dinheiro que você ainda não possui”, finaliza Bona.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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