Aprenda a investir em debêntures

8 de outubro de 2019 - Por

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Até agosto de 2019, as debêntures representaram 48,9% das emissões do mercado de capitais no ano, que equivale a R$ 117,4 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). As debêntures podem ser uma alternativa para turbinar seus rendimentos e ficar cada vez mais próxima de realizar os seus sonhos.

Mas, afinal, o que são debêntures?

Se o Tesouro Direto lhe é familiar, entender o funcionamento das debêntures não será nenhum bicho de sete cabeças. Da mesma forma que no primeiro caso você empresta dinheiro ao governo para ter retorno com os juros, no caso das debêntures os títulos de dívida são emitidos por empresas privadas, que usam o dinheiro investido por você para aplicar em novos projetos. Sendo assim, você torna-se credora da companhia e recebe juros pelo empréstimo.

Caso você invista em fundos de renda fixa, é possível que já tenha aplicado em debêntures mesmo sem saber. Os administradores das carteiras eventualmente compram papéis deste tipo no mercado. Desta forma, se você está buscando uma nova opção para investir seu dinheiro, vale a pena entender um pouco mais sobre este tipo de aplicação e avaliar se está dentro do seu perfil.

Como investir em debêntures?

O jeito mais fácil de investir em debêntures é através de bancos ou corretoras com experiência neste tipo de mercado. São elas que vão intermediar as operações de compra e venda, sendo que você tem as opções de comprar os títulos de dívida no momento em que são emitidos ou de investidores interessados em desfazer-se de seus papéis. A negociação de títulos já emitidos normalmente é feita pela B3.

Quanto ao valor mínimo para o investimento, é preciso checar com a instituição que irá lhe auxiliar a comprar debêntures no mercado. As companhias têm liberdade para estipular o valor mínimo, então as opções disponíveis em mercado vão depender da quantia que você estará disposta a investir.

Quanto à distribuição dos juros, as datas também variam de acordo com cada companhia. Antes de efetivamente comprar o título, é preciso que você se informe se irá receber o retorno a cada mês, a cada semestre, anualmente ou na data de vencimento. É importante, ainda, comparar o rendimento que você terá com um determinado título com o custos que terá com o investimento, que são basicamente a taxa de custódia exigida pela instituição financeira por ter o controle do seu título e a taxa de negociação, cobrada para realizar as operações de compra e venda.

Se você desistir do investimento, é possível vender os papéis, mas saiba que existe um risco nessa negociação. As negociações são feitas todos os dias na B3, mas você pode não encontrar um comprador de imediato ou pode receber somente ofertas ruins pelo preço que pagou nos títulos.

Como saber se a companhia é confiável?

No caso do Tesouro Direito, muita gente acaba buscando o investimento porque o risco é bem reduzido, afinal, a chance de levar um calote do governo é muito baixa. No caso dos títulos de dívida de empresa, é necessário mais cautela. Se você empresta dinheiro a uma companhia que passa por uma má fase financeira e não consegue pagar os compromissos em dia, o risco de calote é grande. Lembrando que as debêntures não têm proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Sendo assim, vale reforçar o quanto é importante que você conheça bem a empresa antes de comprar debêntures. Além disso, é possível sempre acompanhar o desempenho das companhias que dispõem desses ativos no mercado através das agências de rating. Quanto maior a avaliação que elas receberem, menor o risco de um calote.

Para entender um pouco mais sobre como investir em debêntures, a Carol Sandler tem um vídeo especial para te ajudar a turbinar seus rendimentos em renda fixa.

Fotos: AdobeStock

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