Risco político e coronavírus pesam e Bolsa fecha em queda nesta segunda

22 de junho de 2020 - Por

Risco político e coronavírus pesam e Bolsa fecha em queda nesta segunda

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,28% (95.335 pontos)

Dólar: -0,87% (R$ 5,27)

Casos de coronavírus: 1.090.349 confirmados e 50.737 mortes*

Resumo:

  • Ibovespa vai na contramão das bolsas internacionais e fecha em queda;
  • mercado financeiro está de olho em uma segunda onda do coronavírus e no caso Queiroz;
  • Brasil ultrapassa as 50 mil mortes causadas pelo COVID-19;
  • Focus: projeção para PIB se estabiliza em retração de 6,5% em 2020;
  • economia brasileira teve recuo recorde de 9,3% em abril, diz FGV.

Se na semana passada os investidores brasileiros conseguiram se esquivar da crise política e do receio de uma segunda onda de coronavírus, o mesmo não aconteceu no primeiro pregão desta semana. O Ibovespa teve um dia volátil e fechou em queda nesta segunda-feira (22), na contramão das bolsas internacionais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que o mundo registrou mais um recorde de novos casos de COVID-19 em apenas um dia ao redor do globo: 183.020 em um período de 24 horas.

Esta informação acendeu um alerta no mercado financeiro. Além do novo recorde, o vírus está ressurgindo em países que estavam adotando medidas de flexibilização do isolamento social, como Estados Unidos, China e Alemanha. Há preocupação porque não se sabe como uma segunda onda pode impactar economias que, apesar dos sinais de recuperação, ainda estão fragilizadas.

Por aqui, o Brasil ultrapassou os 50 mil mortos pelo vírus também em meio ao afrouxamento do isolamento social.

Além disso, novos episódios do caso Fabrício Queiroz trouxe dor de cabeça aos investidores. O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro foi encontrado em um sítio em Atibaia, interior de São Paulo, que pertence a Frederick Wassef, advogado que representa a família Bolsonaro. Há receio de que o caso respingue no presidente Jair Bolsonaro, criando um risco político que até então vinha sido ignorado pelo mercado financeiro.

Diante destes dois fatores, os investidores mais experientes preferiram tirar o pé do acelerador e realizar o lucro – ou seja, vender algumas ações para aproveitar as altas da semana passada – diante do temor de uma nova onda de quedas na Bolsa brasileira.

Projeção para PIB se estabiliza em retração de 6,5% em 2020, mostra Focus

Projeção para PIB se estabiliza em retração de 6,5% em 2020, mostra Focus

Depois de 18 semanas, profissionais do mercado financeiro cessaram as projeções de piora do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. O relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, mostrou previsão de recuo de 6,50% na economia brasileira – na segunda-feira passada, a estimativa era de 6,51%.

Como é de praxe, o BC entrevistou economistas de mais de 100 instituições financeiras ao longo da semana passada para saber suas previsões para o cenário econômico.

O boletim, ainda, mostra que os analistas do mercado financeiro elevaram para 1,61% a estimativa de inflação para 2020, contra 1,60% da semana passada.

Economia brasileira teve recuo recorde de 9,3% em abril, diz FGV

De acordo com dados do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, a economia brasileira registrou recuo de 9,3% em abril em comparação a março.

Ante a abril do ano passado, o tombo foi ainda maior: 13,5%. Já em comparação ao trimestre móvel encerrado em abril – ou seja, de fevereiro a abril –, houve queda de 6,1% em comparação a março.

No relatório, a FGV destacou que a retração foi recorde tanto na comparação contra o mês imediatamente anterior, quanto na interanual, mostrando o impacto sobre a economia das medidas de isolamento social necessárias para conter o avanço do coronavírus.

“O dado de abril mostra que a retração recorde da economia, não apenas no PIB, porém disseminada em diversas atividades e componentes da demanda, é a pior da história recente”, apontou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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