Saiba o que é Cadastro Positivo no SPC e como isso pode te ajudar

Saiba o que é Cadastro Positivo no SPC e como isso pode te ajudar

O Cadastro Positivo – banco de dados com informações de operações de crédito e obrigações de pagamentos quitados ou em andamento – pode sofrer alterações em breve. O Projeto de Lei Complementar 441/2017, já aprovado no Senado e ainda pendente de aprovação na Câmara dos Deputados, visa tornar automática a inclusão de todos os CPFs no cadastro.

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) acredita que, caso a nova legislação seja aprovada, os consumidores devem se beneficiar porque vai acabar a burocracia para a inclusão do CPF no sistema. A mudança, no entanto, está gerando polêmica. “Alguns especialistas dizem que a mudança vai contra o direito e a privacidade do consumidor. Hoje, a pessoa precisa solicitar a inclusão dos seus dados no programa por conta própria. Acredito que assim seja melhor, já que você não se expõe e seus dados não ficam na mão dessas empresas de análise de crédito”, comenta Diego Barbieri, professor de gestão financeira da IBE Conveniada FGV.

Uma boa opção para reduzir os juros

Em vigor desde 2013, o Cadastro Positivo serve como ferramenta das empresas de proteção ao crédito para analisar a capacidade de pagamento dos credores. Quem tem um bom histórico de pagamento, por exemplo, costuma ter melhores condições para tomada de empréstimos ou financiamentos, com juros menores, por exemplo.

“Em finanças, existe uma máxima de que, quanto maior o risco, maior deve ser o retorno. Logo, quando se faz um empréstimo para uma pessoa que está negativada, a instituição financeira cobrará juros maiores, pois ela já corre um risco adicional de fazer um empréstimo para uma pessoa com histórico ruim de pagamento. Se eu sou um bom pagador, vou gerar menos risco para minha financeira e a tendência é de que os juros caiam para mim”, pontua Barbieri.

Conquiste o título de boa pagadora

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Com a crise financeira e o desemprego em patamar elevado, é difícil conseguir manter as contas em dia. Atrasar o pagamento do cartão de crédito e optar pelo cheque especial são práticas comuns e extremamente nocivas à sua saúde financeira, além de sujarem seu nome e atrapalharem a conseguir crédito no futuro. A primeira dica de Barbieri para colocar as finanças em dia é cortar todos os gastos desnecessários.

“A segunda é renegociar as dívidas, pois os juros são muito altos. Hoje, com a SELIC caindo, os juros do mercado tendem a diminuir e as instituições vão começar a competir entre elas. Por exemplo, hoje você paga, no cheque especial, 10% de juros ao mês. Com o crédito consignado, você paga 2%. Essa é a forma básica de você renegociar dívidas: sempre pensando na redução do custo efetivo total”, conclui.

Fotos: Fotolia.

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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