Saiba por que a Bolsa subiu e quais alimentos ficaram mais caros

9 de setembro de 2020 - Por

Saiba por que a Bolsa subiu e quais alimentos ficaram mais caros

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,24% (101.292 pontos)

Dólar: -1,23% (R$ 5,29)

Casos de coronavírus: 4.179.471 confirmados e 128.119 mortes*

Resumo:

  • Depois de três dias de queda, bolsas de Nova York se recuperam e Ibovespa acompanha o ritmo;
  • petróleo recupera preço e impulsiona Petrobras, ajudando a Bolsa a subir;
  • crises econômica e sanitária provocadas pelo coronavírus ainda preocupam mercado financeiro;
  • Brasil passa de 128 mil mortes por COVID-19;
  • Inflação fica em 0,24% em agosto, puxada por alimentação e combustível; veja o que pesou no bolso.

Depois de queda livre nas bolsas de Nova York, esta quarta-feira (9) trouxe um pouco de alívio – por lá e por aqui, com o Ibovespa encerrando o dia no azul.

Para entender o que aconteceu, vale recapitular: a Nasdaq, índice estadunidense composto principalmente por empresas de tecnologia, caiu 10% nos últimos três dias. Só as ações da Tesla tombaram 21% neste período. Já hoje houve uma recuperação, com essa mesma empresa recuperando 10%.

Algo semelhante aconteceu na Bolsa, mas com a Petrobras: se ontem foi dia de sofrer com o preço do barril de petróleo minguando, esta quarta-feira foi dia de alta no valor. Com isso, a empresa – que representa 10% da carteira teórica do Ibovespa – conseguiu reagir.

No caso das baixas nas ações em Wall Street, a principal causa foi a dúvida em relação à recuperação da economia depois da pandemia do coronavírus. Sim, o receio continua, mas analistas acreditam que existe uma parcela do mercado financeiro um pouco mais confiante.

Já no caso dos preços do petróleo – e, consequentemente, dos papéis da Petrobras –, vale lembrar que parte da queda dos preços aconteceu por da COVID-19, que provocar uma queda na procura por combustíveis fósseis. Contudo, o fantasma da doença não passou: a Europa vem experimentando ondas de contágio. Ainda ontem, as pesquisas da vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford foram suspensas por suspeita de reação adversa grave em um dos voluntários. A perspectiva é de que o estudo seja retomado na semana que vem.

Diante destes fatos, o mercado financeiro e analistas podem estar entendendo que a situação da crise – sanitária e econômica – ainda não está sob controle. Acompanharemos as cenas dos próximos episódios.

Saiba por que a Bolsa subiu e quais alimentos ficaram mais caros

Inflação fica em 0,24% em agosto; veja o que ficou mais caro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, teve alta de 0,24% em agosto, divulgou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, o índice foi puxado, principalmente, pela alta nos preços de alimentos e da gasolina.

O número é menor do que o registrado em julho (+0,36%). Porém, este é o maior resultado para um mês de agosto, quando o IPCA subiu 0,44%.

No acumulado de 2020, a inflação oficial registra alta de 0,70% e, em 12 meses, de 2,44%. Ambos os números estão abaixo do piso da meta do governo para o ano, que é de 2,5%.

O setor de alimentos teve um grande impacto no IPCA, com avanço de 0,78%.

Veja quais alimentos ficaram mais caros em agosto:

  • manga: 61,63%
  • cebola: 50,40%
  • abobrinha: 46,87%
  • tainha: 39,99%
  • limão: 36,56%
  • morango: 31,99%
  • feijão-preto: 28,9%
  • leite longa vida: 22,99%
  • arroz: 19,25%
  • óleo de soja: 18,63%

Confira o que ficou mais barato e o que ficou mais caro em agosto, por grupos:

  • Alimentação e Bebidas: 0,78%
  • Habitação: 0,36%
  • Artigos de Residência: 0,56%
  • Vestuário: -0,78%
  • Transportes: 0,82%
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 0,50%
  • Despesas Pessoais: -0,01%
  • Educação: -3,47%
  • Comunicação: 0,67%

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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