Seu carro está com dívidas? Saiba o que fazer antes de colocá-lo à venda

24 de julho de 2018 - Por

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Seu carro está com dívidas ou você teve problemas para quitar o financiamento do veículo? Nessas horas, o mais prudente é considerar colocá-lo à venda. Entretanto, é importante ficar atenta a alguns detalhes durante o processo de venda. E claro, planejar-se para não ficar endividada novamente.

Manter um carro é algo que custa caro, principalmente nos grandes centros, onde frações de tempo nos estacionamentos custam caro e os engarrafamentos são constantes, o que acarreta em um gasto maior de combustível. Para saber se essa venda realmente valerá a pena, coloque tudo na ponta do lápis: quanto falta para acabar o financiamento, se tem multas acumuladas e o quanto está devendo de imposto.

“Dívidas com instituições financeiras podem acarretar em busca e apreensão do veículo. Em casos de dívidas tributárias, a proprietária poderá ser multada e ter o carro recolhido, o que gerará ainda mais débitos. Se os problemas forem as multas, a dona fica impossibilitada de fazer o licenciamento e não poderá circular com ele. Tudo isso pode fazer a dona do automóvel perder a chance de recuperar algum dinheiro investido, caso decida não vendê-lo”, comenta Marcos Dias, professor de Gestão Financeira da IBE Conveniada FGV.

É vantajoso vender meu carro para me livrar das dívidas?

Tudo dependerá do estágio da sua situação financeira. Neste caso, o primeiro passo é fazer um levantamento do tamanho do débito e tentar reorganizar o orçamento para quitar as dívidas. Se, mesmo depois de cortar os gastos, ainda não tiver dinheiro o suficiente para liquidar os débitos, vender o carro pode ser uma boa saída.

“As dívidas obrigam as pessoas a fazerem uma pergunta: o que consigo viver sem? A resposta, muitas vezes, passa pelo próprio carro. Mesmo com o orçamento organizado e a pessoa conseguindo pagar os débitos do veículo, a consumidora deve questionar se vale a pena continuar com esse bem. Se até ali isso apenas gerou dívidas e não há nada de diferente para conseguir sustentar a manutenção deste automóvel, é o momento de pensar sobre a venda”, pontua Thiago Alvarez, CEO do aplicativo GuiaBolso.

O que devo fazer antes de anunciar a venda?

Antes de anunciar o seu carro, é fundamental que você saiba exatamente quanto e onde está devendo – pagamento do IPVA e juros, licenciamento, multas e o saldo restante do financiamento do veículo. Esses débitos podem gerar custos na hora de transferir o bem e influenciarão diretamente o valor de venda.

Além disso, é importante saber se há restrições por ordem judicial, como penhora do bem, que são informadas pelo Detran do estado onde o veículo está registrado. Já se o seu carro for financiado, você precisará consultar a instituição financeira sobre a possibilidade de alienação do veículo e as condições necessárias para a transferência.

“Existem contratos de financiamento que limitam a alienação para somente depois da quitação. Alguns exigem a indicação de um novo bem como garantia. Outra possibilidade é transferir o veículo e também o financiamento, mas deve haver a anuência da financeira para que isso ocorra”, explica Gustavo Fonseca, fundador do aplicativo Doutor Multas.

 

Chegou a hora de negociar

Com o valor de todos os débitos em mão, chegou a hora de negociar a venda do seu veículo. O processo é exatamente igual ao de um carro sem débitos: a única diferença é que todos esses detalhes devem ser comunicados antecipadamente ao futuro comprador.

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Seja sempre transparente durante a venda e deixe claras todas as condições para o comprador interessado. Assim, a outra parte não terá nenhuma surpresa ou se sentirá enganada. Aqui, o mais importante é fazer um contrato com termos específicos sobre os débitos, caso eles não sejam quitados na hora da transferência.

“Se as partes combinarem que a vendedora receberá o dinheiro e pagará as pendências, o comprador corre o risco de isso não acontecer. Se for o comprador o responsável por quitar os débitos, a vendedora poderá transferir a propriedade e o novo dono não pagar as multas antigas que ainda estarão no nome da ex-proprietária”, alerta Alvarez.

Durante a venda, é comum que o comprador transfira todo o dinheiro, incluindo no valor os débitos e o que de fato a vendedora ganharia. Juntos, os dois pagam os débitos, pegam os comprovantes e em seguida fazem a transferência da propriedade. Assim, as duas partes ficam seguras de que os débitos foram pagos e a transferência de propriedade realizada.

Por último, porém o mais importante: fique longe de novas dívidas

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Vender um carro por conta de dívidas, depois de tanto lutar para conquistá-lo, é uma situação pela qual ninguém quer passar. Para que isso não ocorra novamente, é fundamental fazer um bom planejamento financeiro – algo que se inicia antes mesmo da compra do bem.

Muitas pessoas esquecem de colocar na conta da compra do veículo itens importantes como manutenção, impostos, taxas, seguros e combustível. Essas despesas são básicas e, juntas com outros gastos essenciais, como alimentação, moradia e educação, devem somar aproximadamente 50% da sua renda.

“Se a pessoa for financiar o carro, a parcela também deve caber no orçamento. É importante construir uma reserva de emergência para situações como multa ou batida. Essa reserva, que nada mais é do que um investimento, te poupará de problemas futuros”, conclui Alvarez.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni
Gabriella Bertoni
Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
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