Sua vida depois do bebê

16 de agosto de 2013 - Por

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Antoniele Fagundes* 

Com a chegada do primeiro filho não é novidade dizer que a vida da família e, principalmente da mulher, muda consideravelmente. Para aquelas que trabalham fora de casa, a mudança é ainda maior. Afinal, em geral mulheres que trabalham fora e que ainda não tiveram filhos, fazem suas refeições em restaurantes e passam quase todo o dia fora de casa. Já depois dos filhos – pelo menos nos primeiros anos – a mulher precisa montar sua rotina considerando os horários e necessidades dos filhos, dentro e fora de casa. Isto, além de exaustivo, gera muitas culpas e dificuldades.

Voltar ou não ao trabalho é um assunto bastante discutido pelo casal durante a gestação e, mesmo para os pais que optam que a mãe volte ao trabalho, após o nascimento do filho ficam indecisos e a culpa começa a fazer parte das falas e pensamentos da família. O sentimento por deixar um filho em casa ou aos cuidados de terceiros é quase inevitável. Em geral, isso acontece mais com a mãe, afinal o filho que estava até poucos meses dentro do seu corpo, nasceu e agora ficará quase o dia todo longe. É inquestionável que mãe e filho precisam de um tempo juntos.

O ideal seria que a mãe pudesse gozar de um período de licença maternidade de aproximadamente 12 meses. Afinal, entre outras conquista nesta idade, a criança está fortalecida emocionalmente, porque já come quase todos os tipos de alimentos e anda ou está prestes a andar. Contudo, no Brasil, no melhor dos exemplos, a mãe goza seis meses de licença maternidade e mais um de férias.

Por isso, cada família precisa analisar quais são as melhores alternativas para conciliar a criação dos filhos e as carreiras. Até porque, abandonar a carreira para ficar somente aos cuidados do filho não me parece uma decisão assertiva. Principalmente para as mulheres que estudaram e se empenharam para conquistar seu espaço no mercado de trabalho.

Entre as alternativas mais comuns, vejo que algumas mulheres contratam babás, outras optam por berçários e algumas decidem deixar seus empregos para se dedicarem totalmente aos filhos. Existem também aquelas mulheres que decidem abrir um negocio próprio na expectativa de ter mais flexibilidade de horários.  A decisão a princípio mostra-se bastante atraente.

Contudo, abrir um negócio é algo que necessita cautela e não deve ser analisado somente a partir da visão pessoal da necessidade do mercado. Pois, noto que as famílias que montam um negocio próprio após o nascimento dos filhos, fazem após constatar algo que aconteceu em seus exemplos pessoais na vida de casal sem filhos e depois com filhos. Como por exemplo montar um loja de roupas para grávidas, ou montar uma pequena escolinha de educação infantil.

Após decidido o que será melhor para a família, os pais precisam passar segurança para o filho frente a decisão. Uma vez que a mãe volte ao emprego e fique todo o dia longe do filho, é fato que o filho sentirá a ausência. Contudo, com a segurança na decisão dos pais, aos poucos a criança irá se adaptar à sua realidade e poderá crescer em harmonia e feliz!

Um beijo para vocês,
Antoniele Fagundes

*Antoniele Fagundes estudou filosofia, psicologia e psicanálise. Atua como Consultora Familiar orientando familias em todas as questoes domésticas e familiares. Fale com ela através do e-mail antoniele@governess.com.br.

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