Toda viagem tem início, meio e fim: é necessário respeitar cada etapa

18 de outubro de 2018 - Por

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*Nathalia Marques

Viajar se tornou algo muito além de conhecer pontos turísticos. Tornou-se uma alternativa para aprender com o mundo, com as pessoas, com as culturas. Por conta disso, a cada viagem aprendo coisas valiosas e um desses aprendizados é que tudo na vida tem começo, meio e fim.

Confesso que já tentei burlar o ciclo. Só que descobri que não adianta fugir disso. Assim como as estações e como a própria natureza, tudo gira em torno de um início, meio e fim. Com isso, nos cabe a missão de aproveitar cada minuto, compreender o que podemos compreender, tirar lições valiosas para a vida e respeitar cada etapa.

Ao viajar esse ciclo pode ser observado com mais clareza. O momento do início é sempre muito contagiante e alegre. É a etapa de observar, conhecer o terreno, descobrir. O meio é quando tudo efetivamente acontece, ou seja, já estamos familiarizados com o território e confortáveis com as pessoas e suas formas de levar a vida.

E então chega o tão temido fim. Confesso que sua transição é a mais difícil. Partir, quando já estamos confortáveis, é terrível. Sabemos que temos que deixar pessoas e lugares importantes, que ganharam um espaço em nossa vida, para seguir para o desconhecido sem qualquer garantia de sucesso.

No entanto, sabemos que este é caminho de um viajante. Não é confortável e não oferece garantias. E é justamente isso que nos faz seguir. Afinal, ficar no confortável não faz sentido para qualquer um de nós que amamos a estrada. Ficar pode ser uma ótima zona de conforto e segurança, sim, mas limita o que está por vir e nos impede de conhecer o que está além. Por isso, mesmo com aperto no coração e com medo, seguimos.

Expliquei tudo isso, queridas leitoras, para anunciar que hoje minha “viagem” aqui no Finanças Femininas se encerra. Percebi que minha coluna passou por todos os ciclos. Cheguei aqui meio tímida e sem saber como encaminhar minhas palavras.

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Só que o tempo foi passando e eu comecei a me sentir confortável com tudo. Fui conhecendo mulheres maravilhosas que trabalham com amor para empoderar financeiramente outras e recebi conselhos da Carol que me fizeram ver outras possibilidades no meu trabalho.

Foi, então, que chegou o temido fim do ciclo. Percebi que era hora de seguir um novo caminho, mesmo sem quaisquer garantias. Não nego que pensei muito antes de tomar a decisão. Afinal, eu já estava muito confortável em escrever aqui. Mas, como mencionei, não há como burlar um ciclo. Ele existe para que possamos ir além nos nossos limites.

Agradeço a todas as leitoras que me acompanharam durante esta trajetória linda, e à equipe do site, que sempre me tratou muito bem. Sigo com o coração de trabalho finalizado com sucesso e com a esperança de ter ajudado e incentivado ao menos uma de vocês a tirar a corrente do medo para seguir por este mundo.

Mas não vamos nos encontrar mais? Nada isso! Nos encontramos em qualquer lugar desta internet ou do mundo.

*Nathalia Marques é jornalista de formação e conta passagens por diversos veículos de imprensa, mas foi como repórter de turismo que encontrou sua paixão. Ela também é feminista e em 2015 decidiu juntar jornalismo, viagem e empoderamento feminino para criar o M pelo Mundo, site de informações e dicas de viagem para mulheres.

Fotos: Fotolia

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Nathália Marques
Nathalia Marques

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