Tristeza pode te fazer gastar mais, diz estudo

9 de maio de 2018 - Por

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Quem nunca sentiu aquela tristeza e logo pensou na “terapia de compras” que atire a primeira pedra. Pode ser que você fique mais propensa a comprar sapatos, ou prefira gastar uma grana no seu restaurante favorito – porque “você merece”. Esse reflexo não apenas é comum como também cientificamente comprovado: um estudo conduzido pelos departamentos de psicologia das Universidades de Harvard e Columbia, nos Estados Unidos, mostrou que estar triste pode ter, sim, um custo financeiro.

“Uma pessoa triste não é necessariamente uma pessoa sábia quando se tratam das escolhas financeiras. Descobrimos que as pessoas tristes são mais impacientes e frequentemente irracionais” comentou Ye Li, professor da Universidade Riverside, na Califórnia, que participou do estudo, para o site Valor Econômico.

Becky Bloom que o diga, né?

Diversos estudos conduzidos nos últimos anos apontaram que pessoas tristes têm mais problemas com dívidas no cartão de crédito, empréstimos, finanças pessoais e seguros duvidosos. Por trás de tudo isso está a chamada miopia da tristeza – que, segundo o estudo, é a responsável por levar as pessoas a preferirem satisfação imediata em vez dos ganhos maiores que vêm com a espera.

E mais grave do que isso: a miopia da tristeza faz com que o gasto em si receba mais atenção do que o benefício que ele poderia trazer. Que perigo!

Gastar demais além da tristeza

Este não é o primeiro a relacionar a tristeza ao exagero nas compras. Agora, se para uma pessoa sã já é comum descontar nas compras, imagine para quem sofre com algum transtorno, como depressão ou ansiedade.

Quando levado às últimas consequências, o hábito de comprar excessivamente pode ser uma doença: a oniomania, conhecida como transtorno de compras compulsivas.

Diferente do consumista – que compra por desejar os produtos e gosta de mostrar suas aquisições – o comprador compulsivo usa o consumo com uma finalidade diferente. “A compra nesse caso é usada com um ‘remédio’ para as questões emocionais. Ela gera alívio e se torna a principal maneira de a pessoa lidar com sentimentos negativos”, explica Tatiana Filomensky, psicóloga do Ambulatório de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da USP.

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De acordo com um estudo da pesquisadora Astrid Mueller, do University Hospital of Erlangen, na Alemanha, feito com 171 portadores de oniomania (nome científico para o transtorno de compras compulsivas), 90% desses pacientes também sofriam de outros transtornos psiquiátricos, ou sofreram ao longo da vida. Os mais comuns são depressão (74%) e ansiedade (54%), mas há também uma parcela que enfrenta ou enfrentou transtorno bipolar (TAB), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e Síndrome de Borderline.

Será que sofro com o transtorno de compras compulsivas?

A que sinais ficar atenta para identificar o transtorno de compras compulsivas:

  • Preocupação excessiva e perda de controle sobre o ato de comprar.
  • Aumento progressivo do volume de compras.
  • Tentativas frustradas de reduzir ou controlar as compras.
  • Comprar para lidar com a angústia, ou outra emoção negativa.
  • Mentiras para encobrir o descontrole com compras.
  • Prejuízos nos âmbitos social, profissional e familiar.
  • Problemas financeiros causados por compras.

Para saber mais sobre este assunto, clique aqui confira a matéria especial que fizemos sobre o transtorno de compras compulsivas.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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