Tudo sobre renda fixa: Tesouro Direto, CDB, LCI e afins

24 de janeiro de 2019 - Por

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Investir em renda fixa é o primeiro passo para quem deseja entrar no mundo dos investimentos. Este tipo é mais seguro e, por isso, mesmo quem aplica o dinheiro em renda variável, deve manter parte da grana em aplicações de renda fixa, como estratégia de segurança.

O que é renda fixa?

Um investimento em renda fixa na realidade é um empréstimo que fazemos para governos e empresas. Quando você compra um título de um banco, por exemplo, recebe os juros desta aplicação como rendimento. Já o banco usa o dinheiro que levanta com a venda dos títulos para se financiar. Como remuneração, ele paga juros para os seus investidores.

Imagine que a Petrobras quer fazer um investimento importante em poços de petróleo. De onde ela vai arranjar dinheiro? Uma opção é justamente vender títulos da Petrobras, que paguem uma determinada taxa de juros, entendeu?

No entanto, existem alguns tipos diferentes de títulos de renda fixa.

Renda fixa com taxa prefixada ou pós-fixada?

Taxa prefixada: definida na hora da aplicação – você já sabe quanto vai ganhar de antemão.

Taxa pós-fixada: o rendimento da aplicação está vinculado a algum indicador, como um índice de inflação ou taxa Selic, por exemplo, e você só sabe o retorno na hora do vencimento.

Pode parecer que a taxa prefixada tem vantagens óbvias, mas não necessariamente. Com este tipo de papel, você sabe antecipadamente apenas o rendimento nominal da aplicação, ou seja, o retorno dele sem descontar a inflação. Você não tem garantias de que o seu retorno real será maior do que zero (superior à inflação).

Em outras palavras, conhecer o resultado da aplicação antes não é garantia de que ele vai ser bom. Se você quiser se proteger da inflação, por exemplo, pode comprar algum papel atrelado à inflação, como o Tesouro IPCA+. Não existe uma opção melhor do que todas: você precisa ver o que você quer e quanto risco quer correr.
Falamos mais sobre isso nesta matéria.

Por que alguns títulos de renda fixa rendem mais do que outros?

Justamente pelas diferenças entre prazos e riscos. Para você entender esse conceito de um jeito didático, vamos comparar dois investimentos bem diferentes: um dos Estados Unidos, com prazo de 1 ano, e outro da Venezuela, de 10 anos. Muita coisa pode acontecer em 10 anos e quanto mais tempo passa, maior é o risco. Já um título americano é considerado mais seguro e previsível, como já falamos aqui.

Um jeito de a Venezuela conseguir vender os seus papéis é oferecer um rendimento maior, através de taxas de juros superiores. Então você assume um risco maior de não receber rendimento nenhum (caso a Venezuela não pague os seus títulos depois de 10 anos), mas por outro lado, pode vir a ganhar mais do que ganharia com um papel dos Estados Unidos.

Para você poder avaliar estes riscos diferentes, existem as agências de rating. Elas avaliam justamente o nível de risco de cada título. Quando o risco é baixo, o título é considerado investment grade, o que significa que é seguro comprá-lo. Quando o risco é elevado, o título é considerado “junk”. Atualmente, existem no mundo três grandes agências de rating: Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch.

Trazendo para a nossa realidade, é por isso que um CDB de um banco grande de curto e médio prazo apresenta menor grau de risco em relação a outro CDB de uma instituição pequena, que terá um risco maior de quebrar. Para que o investimento no CDB do banco menor seja mais interessante para a investidora, a rentabilidade oferecida pelo título é maior. Entendeu?

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Tipos de investimento em renda fixa

Agora que você entendeu o que é renda fixa, hora de conhecer as opções!

Tesouro Direto

Esse investimento nada mais é do que um programa de venda de títulos públicos para pessoas físicas. As palavras podem parecer complicadas, mas isso apenas significa que as investidoras do Tesouro Direto, resumidamente, emprestam dinheiro ao governo federal. Como recompensa, o governo lhes paga juros.

Existem três tipos de títulos no Tesouro Direto:

  • Atrelados à taxa Selic (Tesouro Selic, ou LFT);
  • atrelados ao IPCA (IPCA+, ou NTN-B e NTN-B Principal);
  • prefixados (LTN e NTN-F)

Se você quiser saber tudo sobre Tesouro Direto, clique aqui!

CDB

O Certificado de Depósito Bancário é um investimento de renda fixa no qual você empresta dinheiro para o banco e, em troca, ele lhe devolve o valor acrescido de juros. Esse produto é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que dá garantia a investimentos de até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Por isso, pode ficar tranquila quanto à segurança do investimento: por mais que uma instituição financeira quebre, você ainda estará com o seu dinheiro garantido.

Clique aqui e aprenda tudo sobre CDBs!

LCI e LCA

Siglas para Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito Letras de Crédito do Agronegócio, respectivamente. Eles são relativamente parecidos com os CDBs, mas com algumas diferenças fundamentais. Uma delas é o fato de essas letras de crédito serem isentas de Imposto de Renda.

Interessou? Então, veja aqui tudo sobre LCIs e, se você quiser saber mais sobre LCAs, clique aqui!

Fundo de renda fixa

São considerados os fundos mais conservadores, ou seja, bom para aquelas que não querem assumir riscos nos seus investimentos. Fundos de renda fixa reúnem títulos públicos, privados ou de empresas. Antes de colocar seu dinheiro em um desses, tome cuidado: os fundos de renda fixa simples ficaram em penúltimo lugar em um ranking que mede a rentabilidade dos investimentos em 2018 – apenas 5,3% no ano. Entenda o motivo clicando aqui.

RDB

Os chamados Recibos de Depósito Bancário funcionam de um jeito similar aos CDBs – você empresta o dinheiro para o banco e, em troca, recebe os juros. Porém, atenção: ele não oferece liquidez alguma. Isso significa que você não poderá resgatar o dinheiro que investiu antes do prazo combinado com o banco. Apesar dessa desvantagem, ele conta com um ponto positivo. Clique aqui e saiba qual é!

CRI e CRA

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários e Certificados de Recebíveis do Agronegócio, respectivamente, têm funcionamento similar às LCIs e LCAs. A diferença é que, enquanto as Letras de Crédito são emitidas por instituições financeiras, os CRIs E CRAs são emitidos pelas próprias empresas por meio de securitizadoras – instituições que intermediam a necessidade de uma empresa de obter crédito aos compradores dos títulos. Clique aqui e saiba tudo sobre esses investimentos.

Fotos: AdobeStock

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