Vacina russa não anima e Bolsa fecha em queda de 1,23%

11 de agosto de 2020 - Por

Vacina russa não anima e Bolsa fecha em queda de 1,23%

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -1,23% (102.174 pontos)

Dólar: -0,92% (R$ 5,41)

Casos de coronavírus: 3.068.138 confirmados e 102.034 mortes*

Resumo:

  • Rússia aprova nova vacina, a Sputnik V, sem concluir testes em humanos;
  • novidade anima parte do setor de turismo da Bolsa, mas desconfiança mina ganhos;
  • Brasil passa das 102 mil mortes por coronavírus;
  • EUA querem reduzir imposto de renda, mas impasse em aprovação de estímulos econômicos breca altas nas bolsas internacionais;
  • com preocupações vindas do exterior e com as contas públicas; Ibovespa fecha no vermelho;
  • mais cortes na Selic e economia se recuperando? Ata da última reunião do Copom mostra cautela;
  • lucro do FGTS será depositado nas contas em 31 de agosto.

Geralmente, os dias em que a comunidade científica divulga novidades a respeito de uma possível vacina contra o coronavírus são de euforia no mercado financeiro. Não foi o caso desta terça-feira (11). O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, foi impactado de um jeito bem mais morno com o anúncio da aprovação da vacina russa, com mais destaque às ações de empresas do setor de turismo.

Apesar de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ter declarado que a versão russa já está testada, aprovada e registrada – com a própria filha do presidente servindo de cobaia –, existe uma ampla desconfiança a respeito da vacina russa, uma vez que o Ministério da Saúde do país aprovou o uso da substância antes do fim dos testes em humanos.

Além dessa questão, o mercado internacional se animou com a possibilidade de o governo estadunidense cortar o imposto sobre ganho de capital e reduzir o imposto de renda. A história da vacina e da carga tributária reduzida nos Estados Unidos aumentou o apetite a risco do investidor, o que impactou positivamente o Ibovespa no começo do dia.

Porém, mais tarde um tweet do líder republicano no Senado dos EUA, Mitch McConnell, que afirmou que líderes democratas estão fazendo “jogo duro” ao negociarem os estímulos econômicos nos EUA, impactou negativamente o mercado internacional.

A B3 seguiu o movimento, principalmente com a preocupação contas públicas brasileiras ganhando os holofotes, trocando a tímida subida por maior volatilidade – e, por fim, a virada para queda. Conforme contamos no resumo de ontem, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse que defende o aumento de gastos desde que se respeite o teto estabelecido em 2017.

No final das contas, o Ibovespa acabou fechando em queda, assim como o dólar, que também seguiu o movimento de baixa no resto do mundo.

Vacina russa não anima e Bolsa fecha em queda de 1,23%

Mais cortes na Selic e economia se recuperando? Ata da última reunião do Copom mostra cautela

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) divulgou hoje a ata da última reunião, encerrada na última quarta-feira (5). Nela, o Comitê avaliou que os dados mais recentes sugerem que a atividade econômica brasileira está se recuperando parcialmente.

No entanto, o cenário ainda é caracterizado por uma “retomada ainda mais gradual da economia”, de acordo com o documento, por conta do quão imprevisível ele é e dos riscos que estão ligados à evolução da pandemia do coronavírus.

A ata destaca que os programas de recomposição de renda implantados pelo governo, como o Auxílio Emergencial, ajudam a retomar o consumo de bens duráveis e até os investimentos. “Contudo, várias atividades do setor de serviços, sobretudo aquelas mais diretamente afetadas pelo distanciamento social, permanecem bastante deprimidas”, informou o Banco Central.

Sobre a possibilidade de novos cortes na taxa Selic – que foi reduzida a 2% na última reunião –, o Copom mostrou cautela.

“O Comitê concluiu que eventuais novas reduções na taxa de juros exigiriam cautela e gradualismo adicionais. Para tal, se necessárias, novas reduções de juros demandariam maior clareza sobre a atividade e inflação prospectivas e poderiam ser temporalmente espaçadas”, informou.

Lucro do FGTS será depositado nas contas em 31 de agosto

Trabalhadores com conta no FGTS, atenção: no próximo dia 31 de agosto, você deverá receber uma parcela do lucro obtido pelo fundo em 2019, já que o pagamento foi autorizado nesta terça-feira pelo Conselho Curador do FGTS.

Serão R$ 7,5 bilhões de lucro distribuídos, o equivalente a 66,2% do lucro do FGTS no ano passado. Cada trabalhador receberá o valor proporcional ao saldo das contas vinculadas.

Com isso, o rendimento referente a 2019 passou para 4,9%, em vez dos 3% ao ano determinados por lei. Sem os lucros, a cada R$ 100 que o trabalhador possuía na conta no começo de 2019, ao final do período, teria R$ 103. Agora, com a distribuição de lucros, o saldo será de R$ 104,90.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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