Vale a pena instalar equipamento de GNV (Gás Natural Veicular) no carro?

30 de maio de 2018 - Por

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Em meio à greve dos caminhoneiros, que já dura 10 dias, os postos de combustíveis estão sendo reabastecidos aos poucos e a espera por gasolina continua grande. Neste momento de incertezas, os menos prejudicados são os donos de carros com o sistema de Gás Natural Veicular (GNV). Isso porque seu abastecimento é realizado através de gasodutos e não depende de transporte externo. Mas será que esse equipamento vale mesmo a pena?

Com valores de instalação que variam entre R$4 mil a R$6 mil, dependendo da região e do equipamento utilizado, o gás pode ser mais econômico do que outros tipos de combustíveis convencionais em longo prazo. As versões mais modernas dos kits para GNV prometem um rendimento igual àquele promovido por motores a gasolina.

O serviço precisa ser realizado em uma oficina autorizada pelo Inmetro – você pode conferir a lista das oficinas credenciadas aqui. A manutenção também deve ser feita nesses mesmos estabelecimentos, para manter um padrão de qualidade controlado, já que envolve material inflamável.

Outra despesa que existe é a regularização junto ao Departamento de Trânsito (Detran), onde é necessário ser registrada a mudança, o que gera um custo da taxa de vistoria. O valor varia conforme o estado em que o veículo está registrado. Além disso, o veículo perde a garantia de fábrica caso a mudança ocorra em uma oficina. Neste caso, vale pesquisar o valor de alguma concessionária apta a realizar o serviço, para manter a garantia oferecida pela montadora.

“Muitos condutores que têm seus veículos adaptados estão conseguindo rodar normalmente, já que não há reflexos no fornecimento de gás. Outra grande vantagem do GNV é que é ecologicamente correto, pois não produz monóxido de carbono e polui menos o meio ambiente. Acredito que é preciso considerar algumas variáveis antes da mudança, que têm reflexos financeiros e também subjetivos”, comenta Gustavo Fonseca, fundador do aplicativo Doutor Multas.

Como calcular o custo benefício do GNV?

Para avaliar se o GNV é a melhor opção para você, é preciso saber quantos quilômetros você costuma rodar e quanto paga de gasolina ou álcool. Depois, calcule quanto de gás precisaria para conseguir atingir a mesma distância – isso dependerá do modelo e da potência do seu veículo. Ao final dessa conta, acrescente ainda o valor da instalação do kit, uma média de R$ 250 por ano para revisão do equipamento e quanto gastaria para regularizar o carro.

Mesmo com um investimento inicial alto, a economia anual em relação aos combustíveis convencionais pode chegar a 60% para quem roda mais de mil quilômetros por mês. “Vale a pena converter para o GNV, seja para o kit de terceira geração, que é mais antigo, ou o de quinta geração, o mais moderno que temos. Uma pessoa que gasta em média R$ 1 mil por mês em combustível, com o GNV, ela passa a gastar R$ 400”, pontua Paula Carvalho, proprietária da oficina 4 Rodas GNV, no Rio de Janeiro.

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Em meio ao desespero da escassez do combustível líquido nos postos, houve um aumento na procura por cilindros, o que fez com que o material acabasse em algumas oficinas. “Não ouvi falar de terem aumentado os valores de instalação. Os cilindros realmente estão em falta, devido à alta procura. Mas é uma situação que logo irá se regularizar”, pontua Paula.

Tenho carro com GNV e a greve não prejudicou

Essa é a realidade de Olívia Pereira, empresária de São Bernardo do Campo, São Paulo. A família tem o mesmo carro com o sistema GNV desde 2003, que hoje é utilizado para transportar a carga da loja de produtos naturais. Durante os dias de greve, o trabalho não precisou ser interrompido, uma vez que o abastecimento de gás não sofreu alteração.

Ela conta que consegue rodar uma média de 150 quilômetros com um tanque (15 m³), o que não passa de R$ 40 reais na cidade dela. Por mês, são necessários cerca de 6 cilindros, o que dá em média R$ 240. “Mesmo com o porta-malas reduzido, consigo utilizá-lo para trabalhar. Já fizemos 260 mil quilômetros durante esses anos. Agora, com a greve dos caminhoneiros, não fomos afetados em nada.”

Mas ela alerta sobre a necessidade das manutenções constantes nas peças do veículo, que desgastam com mais rapidez – há o ressecamento das mangueiras do combustível, além de problemas nos bicos e nas velas. “Só com isso gastamos uns R$ 3 mil por ano, mas também é um carro mais antigo. Entretanto, ele aguenta bem o transporte das nossas cargas, que são sacas de mais ou menos 20 kg”, conclui.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni
Gabriella Bertoni
Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
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