Veja como o tom de voz certo pode influenciar sua carreira

13 de abril de 2015 - Por

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Qual é a impressão que você imagina que as pessoas têm a seu respeito quando escutam a sua voz? O que seu tom de voz diz sobre você? São perguntas interessantes, mas que talvez você nunca tenha feito a si mesma. E o que você também pode não ter percebido é que elas são fundamentais para o curso de sua carreira. A forma como usamos nossa voz no meio profissional diz muito sobre nosso comportamento e nossa personalidade.

Conhecer bem seus pontos fracos e os fortes é o primeiro passo para adequar sua voz ao ambiente de trabalho. Além do aprendizado proporcionado por essa prática, o uso da voz no tom certo é um grande trunfo para quem deseja crescer dentro de uma corporação.

A professora da IBE-FGV, Eline Rasera, especialista em RH, Gestão de Pessoas e Psicologia afirma que tanto o tom de voz muito elevado quanto o muito baixo são prejudiciais para a carreira. “Muita gente confunde falar com firmeza com falar alto. O tom de voz muito alto é autoritário, é invasivo, pode causar interpretações equivocadas”, pontua. Quando alguém eleva demais o tom de voz na hora de corrigir uma pessoa da equipe, por exemplo, a orientação pode ser interpretada com temor, o que provavelmente fará o funcionário responder com recuo.

De acordo com ela, é preciso ter a dosagem certa para falar com firmeza, porém sem elevar o tom de voz. Na outra ponta, a pessoa que fala muito baixo demonstra insegurança ou mesmo desânimo. “Quando uma pessoa fala baixo demais em uma apresentação, o questionamento surge: como essa pessoa vai conversar com uma diretoria?”. A voz, em si, já é uma mensagem, reforça a especialista. Assim como é preciso cuidar da imagem pessoal, da postura, da expressão facial, a voz também dirá muito sobre quem somos.

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Dinâmicas de apresentação

“Todo profissional é um vendedor de si mesmo. A voz quem ele usa para se apresentar precisa demonstrar segurança e firmeza”, salienta a professora. De acordo com ela, que tem larga experiência em recrutamento de pessoas, as dinâmicas de apresentação são muito comuns em processos seletivos de corporações e a voz é um quesito avaliado neste momento. O fator é levado ainda mais seriamente quando os cargos em questão são para liderança ou mesmo trainee (que está sendo preparada para exercer um cargo de liderança futuramente).

As questões que levantamos acima geram questionamentos entre os recrutadores na hora de traçar o perfil de um profissional. A pessoa que eleva o tom de voz desnecessariamente pode ser interpretada como autoritária. “Muita gente diz, ‘ah, mas esse é meu jeito, eu falo assim’. Não é dessa maneira, se você sabe que fala muito alto, precisa procurar mudar, adequar-se ao ambiente corporativo”, aconselha. Ela orienta ainda que o mais indicado é observar o comportamento das pessoas no ambiente de trabalho e procurar posicionar a voz com equilíbrio diante do que é tido como padrão na empresa.

O equilíbrio

Se falar baixo demais deixa uma impressão tão ruim quanto elevar demais o tom de voz, é necessário buscar o caminho do meio. A especialista orienta que a voz não deve ser linear – o que pode deixar uma plateia entediada – mas acompanhar as emoções com equilíbrio. Do mesmo jeito que muitas pessoas gesticulam para conduzir uma conversa, de modo a deixar o público confortável, o mesmo trabalho deve ser feito com a voz. “Ela deve ser agradável aos ouvidos, deve ter movimento. Em alguns momentos você mantém um certo tom, em outros eleva um pouco a voz. O importante é que ela não seja gritada, mas que transmita segurança e firmeza”, finaliza.

 

Crédito das fotos: Shutterstock

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