Vem vacina contra coronavírus aí? Bolsa repercute notícia e fecha em alta

24 de agosto de 2020 - Por

Vem vacina contra coronavírus aí? Bolsa repercute notícia e fecha em alta

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,77% (102.297 pontos)

Dólar: -0,23% (R$ 5,59)

Casos de coronavírus: 3.610.028 confirmados e 114.913 mortes*

Resumo do dia:

  • Bolsa cola no exterior e fecha em alta com investidores de olho em vacinação e remédios contra coronavírus;
  • apelidado de “Big Bang Day”, dia de anúncio de grandes medidas econômicas por parte do governo é adiado;
  • Brasil já perdeu quase 115 mil vidas para o coronavírus;
  • mercado melhora projeção para PIB em 2020, estimando queda de 5,46%;
  • ANS suspende reajuste de planos de saúde até o final do ano;
  • vendas de títulos de capitalização caem 7% no 1º semestre.

Na cola dos índices internacionais, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, fechou esta segunda-feira (24) em alta. O avanço só não foi maior por causa das expectativas (por ora, frustradas) em torno do chamado “Big Bang Day” – dia em que ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciaria uma série de medidas econômicas com objetivo de retomar a economia no pós-pandemia.

O pregão abriu com investidores cautelosos, visto que ainda não se tem real ideia do que será a “grande explosão” prometida por Guedes. Apenas sabe-se que haverá uma “recauchutada” em programas sociais que foram marca do governo Lula, como o Minha Casa, Minha Vida, e Bolsa Família – que serão substituídos, respectivamente, pelo Casa Verde-Amarela e Renda Brasil.

No entanto, mais tarde, fontes do Valor Investe afirmaram que os grandes anúncios foram adiados. Amanhã, terá os holofotes apenas o lançamento do programa habitacional. Foi assim que as antenas dos investidores, antes voltadas para o cenário interno, acabaram apitando para o que está rolando lá fora.

Ali encontraram bolsas com ativos de risco em alta, diante da empolgação sobre a possibilidade de a Food and Drug Administration (FDA, que funciona como a nossa Anvisa) aprovar ainda em outubro, antes das eleições estadunidenses, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com a farmacêutica britânica Astrazeneca. O motivo seria a corrida presidencial, na qual o atual presidente Donald Trump está atrás do candidato democrata, Joe Biden.

A FDA também aprovou um novo tratamento contra COVID-19, apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter alertado sobre a falta de evidências que ele seja eficaz e seguro. Porém, a notícia animou as bolsas de Nova York e Europa.

Seja qual for o futuro do novo tratamento e vacina, vale ressaltar que o Brasil já perdeu quase 115 mil vidas para a COVID-19, com 3,5 milhões de casos confirmados.

Vem vacina contra coronavírus aí? Bolsa repercute notícia e fecha em alta

Mercado melhora projeção para PIB em 2020, estimando queda de 5,46%

Os economistas do mercado financeiro melhoraram as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, passando a projeção de uma retração de 5,52% para 5,46% – a oitava semana seguida de melhora.

Este dado faz parte do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC) a partir da opinião de economistas de mais de 100 instituições financeiras. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para 2021, a expectativa dos profissionais para o crescimento da atividade econômica segue em 3,50%.

Já expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, passou de 1,67% para 1,71%. Apesar de ligeiramente mais alto, o número segue abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4%, assim como do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, a inflação oficial pode variar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando isso não acontece, o Banco Central deve escrever uma carta pública explicando as razões.

O mercado prevê, ainda, que a taxa Selic seguirá no patamar de 2% a.a. até o final do ano. Porém, a expectativa para o fim de 2021 é que a taxa fique em 3% a.a. – na semana passada, os economistas previam um número mais baixo, 2,75% a.a.

ANS suspende reajuste de planos de saúde até o final do ano

Após reunião extraordinária, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu, na última sexta-feira (21), pela proibição de reajuste nas mensalidades dos planos de saúde por 120 dias – de setembro a dezembro.

Os preços estão congelados em todos os tipos de planos, individuais, familiares e coletivos, valendo tanto para reajustes anuais quanto para aumentos decorrentes de mudança de faixa etária.

A medida se estende para planos de assistência médica e exclusivamente odontológica. Contudo, os aumentos que aconteceram até agora não serão revistos.

Vendas de títulos de capitalização caem 7% no 1º semestre

O mercado de títulos de capitalização fechou o primeiro semestre com queda de 7% na receita em relação ao mesmo período de 2019, com R$ 10,7 bilhões, segundo a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). Apesar disso, o produto ainda representa um mercado de R$ 31 bilhões no Brasil, o que corresponde a metade do estoque do Tesouro Direto.

Vale lembrar que títulos de capitalização não são investimentos e funcionam como uma espécie de loteria, com sorteios de prêmios como dinheiro, casas e carros. A diferença, neste caso, é que o detentor do título poderá resgatar parte do dinheiro pago ao final de um período – com desconto de uma taxa de carregamento e de uma fatia para financiar os prêmios.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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