Violência contra a mulher: 11 fatos que você precisa saber

25 de novembro de 2018 - Por

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A violência contra a mulher deve ser combatida todos os dias. No entanto, é no dia 25 de novembro que, mundialmente, é lembrado o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Há 58 anos, em 1960, as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa – conhecidas como “Las Mariposas” – foram brutalmente assassinadas por Rafael Leônidas Trujillo, ex-ditador da República Dominicana, por sua luta contra o regime autoritário.

Longe de motivos para comemorar, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a data em 1999 para homenagear as irmãs e conscientizar a população sobre o tema. Este tipo de violência atinge a todas nós em diversas esferas: pequenos cerceamentos cotidianos, que vão desde repensar a roupa que vamos usar até o machismo no ambiente de trabalho. Por isso, reunimos alguns fatos que você precisa saber.

1. A culpa nunca é da vítima

“Há inúmeras razões para, comumente, culparmos a vítima. Uma delas é que toda a nossa estrutura cognitiva é programada para culpá-las”, comentou o educador norte-americano Jackson Katz, que tem seu foco de estudo nas questões de gênero e violência, em sua palestra no Ted Talks. Veja mais aqui.

2. Violência e assédio sexual aumentam risco de hipertensão e depressão

Essa foi a descoberta de três pesquisadoras, que divulgaram a pesquisa no periódico científico JAMA Internal Medicine. As vítimas deste tipo de violência são duas vezes mais predispostas a desenvolver pressão arterial elevada e hipertensão, assim como possuem alto risco de ter índices elevados de triglicérides – e estes dois males são associados a doenças cardíacas.

As pesquisadoras também descobriram que essas mulheres são de duas a três vezes mais propensas a sofrer de depressão, ansiedade, dificuldades em dormir e insônia clinicamente diagnosticada. Saiba mais aqui. 

3. A violência contra a mulher começa desde cedo

Na noite de estreia do reality show MasterChef Junior, em 2015, a participante Valentina Schulz, que na época tinha apenas 12 anos, tornou-se alvo de comentários abusivos feitos por homens adultos na internet. Em resposta ao episódio, mulheres criaram a tag #PrimeiroAssédio, a fim de expor a cultura do estupro que nos permeia desde a infância. Relembre o caso.

4. Marielle Franco deve ser lembrada como símbolo de luta contra a violência

Mulher, negra, ativista e a segunda vereadora mais votada em todo o País, Marielle foi vítima da violência que condena aquelas que ousam se levantar contra um sistema que oprime a mulher negra em duas vias: machismo e racismo. No entanto, como escreveu nossa colunista Mônica Costa, “somos milhares de ‘Marielles’ e seguiremos traçando o nosso destino e buscando melhores colocações na sociedade e na vida.” Leia o artigo completo aqui.

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5. A violência contra mulher na internet pode se manifestar no mundo físico

Você já ouviu falar de um grupo denominado ‘Incel’? São homens que, por trás de seus computadores, disseminam discursos de ódio e violência contra mulheres, como uma forma de descontar suas frustrações sexuais. A situação piorou quando esse comportamento agressivo extrapolou o mundo virtual e um participante do fórum foi apontado como o responsável por um atentado em Toronto, no Canadá. Entenda o caso e como se defender dessa ameaça.

6. A tecnologia ajuda no combate à violência contra a mulher

Um exemplo é o aplicativo Malalai – nome que veio da corajosa Malala Yousafzai, ativista paquistanesa laureada com um prêmio Nobel da Paz. O app conta com um mapeamento colaborativo para qualificar rotas, onde dá para saber e registrar se um determinado caminho é iluminado, se tem policiamento ou relatos de assédio. Confira aqui mais iniciativas criadas por mulheres para combater a violência contra a mulher.

7. Existe uma agência de empregos que ajuda mulheres vítimas de violência doméstica

A organização estadunidense “Second Chance Employment Services” é a primeira e única agência de empregos do mundo para mulheres que foram vítimas de violência doméstica. Quem sabe não surge uma iniciativa do tipo no Brasil, não é mesmo? Saiba mais aqui.

8. #MeToo: mulheres substituem quase metade dos acusados de assédio sexual

O movimento #MeToo ganhou as páginas dos jornais no final do ano passado, quando milhares de mulheres, entre elas atrizes, denunciaram o assédio sexual em seus ambientes de trabalho. Algumas denúncias renderam acusações criminais – e, entre estes “poderosos”, estão o produtor americano Harvey Weinstein, denunciado por atrizes como Uma Thurman.

A boa notícia é que, depois da demissão dos acusados de violência sexual, quase metade destes cargos foram ocupados por mulheres – 43%, mais especificamente. Saiba mais aqui.

9. É possível retomar a vida depois de sair de um relacionamento abusivo

Será que você está em um relacionamento abusivo? Se estiver, como sair dessa? Segundo a psicóloga Maria Carmen Tatagiba, a dica principal para se desvencilhar de um parceiro violento e abusador é se fortalecer. Entenda mais aqui.

10. Independência financeira ajuda na luta contra a violência doméstica

Educação financeira tem tudo a ver com a autonomia da mulher e a chance de mudar o rumo da sua própria história. É por isso que o Finanças Femininas sempre levantou a bandeira da independência financeira da mulher como forma de empoderamento feminino. Quer saber como? Veja aqui o que Carol Sandler, fundadora do Finanças Femininas, tem para te dizer.

11. Instituto oferece atendimento jurídico gratuito para mulheres

O Instituto Mana foi fundado por três advogadas de Manaus, cujo objetivo é oferecer atendimento jurídico gratuito para mulheres cis e trans em causas relativas aos Direitos da Mulher e aos Direitos à Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero.

As responsáveis atendem às demandas online, por mensagem no Facebook ou via e-mail e prestam assistência em casos de violência doméstica e sexual, abuso, assédio, discriminação, adequação de nome (para pessoas trans), causas trabalhistas (equiparação salarial, estabilidade da gestante, licença maternidade etc.), direito de família e demais demandas que envolvam a violação de um direito ocasionada pelo simples fato da requerente ser mulher, ou em virtude de sua orientação sexual. Saiba mais aqui.

Fotos: Fotolia e Reprodução/Mídia Ninja

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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